28 fevereiro 2011

MONOBLOCO - Aquarela Brasileira

Já no clima do carnaval.

25 fevereiro 2011

Coisa de MULHER #8

Um soldado da dieta.

Por: Debora Brito



Porque já fizemos algum tipo de dieta -ou mudanca alimentar- em algum momento da vida.

Coisas de Mulher no pedaço.

Tem aquelas que usam comprimidos para o processo de emagrecimento. Certa vez num happy hour do serviço, uma amiga tirou uma pilula da bolsa e pronto. Engoliu. Estava jantada. Uma outra tomava outro tipo de medicação e seu humor alterava a cada meia hora. E a boca vivia seca. Mas ambas emagreceram. Ou, tem aquelas que recorrem a nutricionistas: revista com a dieta tal, site que a fulana indicou com a receita do tomate roxo, com a receita dos signos tangenciais, a dieta dos sais, do bambu podre e linhaça....

Tem aquelas que são tão disciplinadas que até quando estão de férias, não esquecem do cardápio permitido. Um soldado da dieta. O que importa é emagrecer.

Eu já fiquei um tempão tomando o "Suco da Luz do Sol" (!!!) pra ver qualé que era. Além da disposição diária ter aumentado, emagreci 2 kilos em 15 dias. Tomava todo santo dia de café da manhã. Os vizinhos dos andares ao redor deveriam amar o barulho do liquitificador as 6h10... Na noite anterior eu colocava umas sementes pra hidratar/germinar, para que delas brotassem (!!!) a peça chave do suco. Para na manhã seguinte, misturar no liquitificador com os legumes, frutas, raízes indicadas...Tinha até o papelzinho colado na parede pra eu não confundir nos ingredientes.

Hoje em dia tenho a vontade de comer cada vez menos carne (mas não "virar" vegetariana) e quem sabe voltar a tomar o Suco da Luz do Sol... Mas dava um trabaaaalho lavar o coador e o pote do liquitificador - que não tinha tampa e eu o fechava com um prato. Cada um com seu jeito e técnica!

Bom fim de semana pra Geral

LINKS
BaianaSystem
Mc Marcelly
Aprenda a fazer 'suco de luz do sol'

Por: Debora Brito
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24 fevereiro 2011

ÊÊ, LÁ EM CASA!

receitas caseiras pro dia-a-dia

Por: Élida Aquino

Já faz um tempo que a Luice - @negra_luh sugeriu que eu falasse sobre receitas caseiras por aqui. Acredito que cada uma tenha uma receitinha predileta, que dá super certo e salva o black nos dias que parece não ter jeito (mesmo que eu não acredite mais no bad hair day). No post sobre No e Low poo mencionei o livro Curly Girl, da criadora dos produtos Deva *-* e trouxe algumas ideias pra vocês. Anotem.

Spray de lavanda
1,8 litros de agua (mineral ou filtrada)
5 gotas de óleo essencial de lavanda
Borrifadores para colocar a mistura
- Ferva 1 litro de água por uma hora, para remover as impurezas (no caso da água filtrada), e acrescente 5 gotas de óleo essencial de lavanda (se a quantidade de água for menor que 1,8 litros, diminua a quantidade de óleo também). Espere esfriar e ponha nos borrifadores. Pode ser usada várias vezes ao dia

Máscara de abacate
1 abacate maduro
3 - 4 colheres chá de mel
8 - 10 gotas de óleo de amêndoas
- Bata os ingredientes e aplique sobre os cabelos molhados, enluvando mais as pontas. Enrole o cabelo com plástico (tipo filme) ou toalha e deixe agir por até 30 minutos. Depois enxague com água morna em abundância.

‘Love is in the Hair’
4 colheres de sopa de azeite de oliva ou óleo de amêndoas
4 colheres de sopa de condicionador
2 a 3 gotas de qualquer óleo essencial
- É um tônico refrescante pra cabelos secos. Misture todos os ingredientes e aplique. Amasse o cabelo, e coloque clipes para separar os cachos e soltar a raíz (vídeo legal aqui!). Deixe de um dia para o outro ou por várias horas durante o dia e enxaguar com uma mistura de condicionador, suco de limão e vinagre.

Máscara de banana
3 bananas bem maduras
1 colher de chá de óleo de amêndoas
1/2 xícara de suco de cenoura
- Bata os ingredientes no liquidificador e aplicar no cabelo molhado. Cubra a cabeça com uma toalha molhada e deixe agir por meia hora. Enxague com água morna.

Tônico de limão
- Substitui o shampoo e serve como tônico para cabelos ressecados. Misture o suco de um limão ao condicionador. Passe na raiz e/ou comprimento e enxague bem.


Anti-resíduo
1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1 xícara de água morna
- Misture bem, coloque num spray e agite. Borrife no cabelo após molhar, condicionar e secar.
Deixe agir por 1 minuto e enxague de novo.

Brilho intenso
Glicerina Vegetal
Água destilada
Borrifador
- Misture partes iguais de glicerina e água e coloque no borrifador. Aplique quando achar o cabelo opaco, por exemplo.

No blog naturallyobsessed.onsugar.com vocês vão encontrar vários D.I.Y de beleza com vídeos que mostram bem a aplicação e o resultado, além de outras sugestões de ‘misturinhas milagrosas’. #adica. IMPORTANTE! Saiba sempre a composição dos produtos que vai usar, ok?! Substâncias plásticas ou óleo mineral degradam o cabelo e isso é tudo que não queremos. Perca algum tempo nessa tarefa chata, mas tenha certeza do que vai levar pra casa.

E com você o que deu certo ? qual a sua receitinha ?

Por: Élida Aquino

23 fevereiro 2011

Programa Esquenta - Cabelos

por: Fabio Alves

O Programa Esquenta com a Regina Casé é bem a cara do BRASIL. Um cadinho de tudo e de todos, uma mistutada só. Mas o programa do dia 20-02-2011 foi especial. Pq? Porque o tema do programa era CABELOS. =D
Bem então veja o Programa

#papoReto
! vale apena ver o programa todo. Mas se "tus" estás sem tempo, vai nas partes 5 e 6. Destaque também na parte 4 - 01:03.













22 fevereiro 2011

Cantando a Liberdade

trocar o canto pelo canto.

Por: Fabio Alves

Rodando pelos canais da #sky ontem (21/02/11), acabei parando no canal da globosat #GNT. Tive sorte, estava no início o programa GNT.Doc, e o documentário da vez era Cantando a Liberdade. Que mostra a luta pelos direitos civis contada através da música. A produção da voz a artistas que participaram da luta pelos direitos humanos e liberdades individuais.

Da uma olhada.



Cantando a Liberdade: Conheça a história das músicas que serviram como trilha sonora para a luta pelos direitos civis no mundo inteiro. Hinos de igualdade e liberdade, elas inspiraram toda uma geração e influenciam artistas até hoje.

Época em que o jazz e o blues deixaram de ser gêneros cantados apenas na igreja e nos campos. Além de artistas famosos, o documentário conta também com a participação de ativistas dos direitos civis, executivos da indústria musical e ainda o ex-embaixador das Nações Unidas Andrew Young.

Por: Fabio Alves

21 fevereiro 2011

Nagô da semana #12



Feito por: GENTE DE TRANÇAS - Mirian Nazaret
Local: Guarulhos - SP Rua: Santa Helena nº 70 vl Bremen - guarulhos
Tipo de trança: Trança Nagô - meia cabeça
Tempo para confecção: -
Custou: -
Contato: (11)2086-2688 2779-8525 9927-4569

Wesley Nóog e Banda - Nega Neguinha



Nega Nega Nega Nega Neguinha...

Nega Nega Nega Nega Neguinha...

Nega Nega Nega Nega Neguinha...

Voçê é a coisa mais linda...

18 fevereiro 2011

Coisa de MULHER #7

Por: Debora Brito



E se, no meio do processo da #montação, da arrumação toda, a amiga estiver entusiasmada demais e usufruir de um bom vinho, de cervejas, de drinks diversos, de um cigarrinho, de um conhácão - não nessa mesma ordem ou todos de uma vez... Qual mulher nunca se arrumou, pelo menos uma vez na vida, sob o efeito de aditivos?!

Coisas de Mulher na área novamente (segunda parte do Coisa de Mulher #6).

Sai daquela churrascada - onde esteve o dia toooodo - e corre pra casa pra se arrumar pro segundo round. O round noturno, perigoso e sagaz!

Ou, está ouvindo um som bacana e vai embalando na bebida e se arruma e cantarolal?! E quando vê, está bem loca se vestindo e nem percebe a merda que tá fazendo?! Dança na frente do espelho, aumenta o som, toca o terror e sai toda alegrinha!?

São grandes as chances dela sair com um salto alto imenso para uma festa outdoor vespertina, onde o chão é a mais verde grama - ou brita, ou terra de chão batido.

Ela pode sair com um acessório que ficou perdido no meio da produção, um brinco diferente do outro, uma pulseira horrorosa que guarda até hoje, pra relembrar da sua época de rock... Pode cometer o erro de usar bem naquele dia, uma roupa que não "órna", que não "casa" com a outra, combinações escrotas, ínfames, mas que naquele momento de brisa te faz perceber tudo diferente... O bonito pode ficar feio depois. O "não tão transparente" ou o "não tão decotado" vai se revelar depois, amiga.... num bico do peito aparecendo ao se virar mais rápido, no seu fio dental se demonstrando bem fino e pra todos...

Outro problema de se arrumar nessas condições, é enxergar coisas inexistentes, um defeito que surgiu do nada, por conta de sua percepção aguçada. Um defeito estranho e absurdo, um braço maior que o outro, a cor dos dentes, a textura ruim do cotovelo (e querer resolver, seja maquiando, hidratando com abacate e amendoas, lixando no muro chapiscado, enfim, tentar solucionar o pepino só vai piorar a situaçã).

Deixar a bebida respingar na roupa, querer usar uma peça ousada porque tá na "vibe", pôr aquele calçado moderno que quase não usa, fazer uma maquiagem achando que vai arrasar e sai tipo #DercyGonçalves ou no estilo de alguma pintura do VanGogh. Se maquiar nessas condições é tenso.

Particularmente, amiga, passe só um batom e saia confiante da frente do espelho e, não volte atrás. Já tentei passar delineador e rimel, SEMPRE erro. E olha que minha destreza é gigante na mão direita. E minha concentração é alta (quando estou nas perfeitas condições CNPT). Fora delas, EU SEMPRE ERRO. E quando percebo que to errando, já me dá aquele ar de riso, que se transforma em ataque de riso master.

Porque me dá uma vontade de não apagar o erro e mandar uma pintura estilo kiss...inovando conceitos. E sair pronta pra balada. Já calibrada.


Por: Debora Brito
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Falcão O Rappa - Dread

17 fevereiro 2011

Marcia Familycare: Resenha

Apedido do Blog Trança *Nagô* Jehbluejeans escreve sobro a linha Familycare Márcia Cosméticos.

Por:Jehbluejeans

Vamos falar agora dos produtos que ganhei aqui no sorteio do blog, todo mundo já conhecia a marca Márcia Cosméticos e já deve ter usado pelo menos uns de seus produtos. Eu usei o shampoo e condicionador da nova linha Familycare Cachos Definidos, essa linha contém Aloe Vera (babosa) que é ótimo para a hidratação, define, controla o volume e valoriza os cachinhos e silicone que forma um filme nos fios, ah o PH é controlado e não tem sal. A linha é composta por Shampoo, Condicionador e Creme para Pentear.

Bem, assim que recebi os produtos fiquei ansiosa para experimentar. Mas tive que me conter um pouquinho porque estava usando outros creminhos. Antes de usar reparei na embalagem simples e resistente (o que é ótimo pra mim que to sempre derrubando tudo) e a tampa é tranqüila, sem muitos mistérios pra abrir (o que também é bom pras minhas unhas).

A consistência do shampoo é boa e suave, mas não muito densa, é branquinho e perolado, o que significa que sua função é fazer além da limpeza, um tratamento nos cabelos*. Coloquei (bem pouquinho) na mão e adicionei água e comecei a massagear o couro com ele, parecia que envolvia o cabelo, deixou muito macio, consegui desembaraçar com o shampoo ainda na cabeça bem devagar (não recomendo isso, cabelos crespos ou muito frágeis tendem a quebrar). O cheiro é Mara e eu tava mesmo precisando depois de usar uma mágica* no meu Black que deixou um cheiro muito ruim. Faz uma espuma legal e saiu tranqüilo na hora de lavar também.

O condicionador deu aquela fechada nos poros e terminou de desembaraçar os bolinhos que eu não arrisquei com o shampoo, ele tem uma cor mais puxada pro amarelo, bem claro, ultra perfumado e espesso, ou seja, (vai rendeeeer!) e super ajudou a tirar o cheirinho da mágica que eu já disse ai em cima. Praticamente sumiu! E meu Black ficou com um cheirinho bom e forte, que eu tava precisando mesmo, hehehehe.

Essa linha tem como objetivo dar uma fortificada, nutrir e ajudar na modelagem dos toins toins.

Conclusão: Ele cumpriu, a textura é excelente e não pesa no cabelo, esta tendo um bom rendimento, limpando bem todos os excessos e sujeirinhas que se depositam no couro e no comprimento e tudo isso sem agredir! Desde que comecei a usar já notei uma diferença, meu cabelo tava meio paçoca e ele devolveu o brilho, não ressecou e ajudou a definir. Fica só uma dica pra embalagem que podia ser mais trabalhada! :/



Alô Márcia, tá de Parabéns. . .
e valeu pessoal do blog.

Passo a passo do Dread

Passo a passo do Dread tanto natural quanto de linha.


16 fevereiro 2011

ÓLEO DE CANOLA

Por: Élida Aquino

Não, não vamos ensinar nenhum prato especial. É que aquele óleo de Canola lá da prateleira do supermercado faz muito bem pro cabelo e quase ninguém sabe. Fácil de encontrar, acessível, sem cheiros característicos e com outras vantagens, esse óleo diminui o ressecamento do cabelo e dá um super brilho. *-*

A novidade veio lá do blog criloura.blogspot.com, eu testei e é tudo que ela disse mesmo. A textura dele é bem leve e não deixa o cabelo impregnado, o excesso mais chatinho sai na lavagem. Sigam os passos indicados aqui e/ou adicionem o que interessar, mas façam.

#COMOFAZ:
-Lave e condicione (usei a mistura de condicionador + limão)
-Seque bem
-Aplique o óleo numa quantidade razoável e enluvando bem
-Deixe agir por cerca de 30 minutos, depois cubra com uma máscara de hidratação e deixe agir por mais 15 minutos.
-Enxague e penteie com um leave-in, mousse, creme para pentear ou gel (pode ser o de linhaça)
-Retire o excesso com papel toalha ou pano de algodão
-Modele mais depois que secar

#dicadada

Se vc for usar, comenta aqui e fale como foi ?

Twist #3

Twist com elástico


15 fevereiro 2011

IV Seminário de Inserção e Realidade Parte 6 de6

Todos on-line
por: Fabio Alves

A grande manifestação ficou no ultimo dia do seminário, se não foi a maior foi a mais criativa.

Se o melhor fica pro final como uma sobremesa do jantar. No #festivalAfro não podia ser diferente. Se o último dia foi a melhor, parte isso tem muito haver com Hilton Cobra e seu discurso comovente com a apresentação pra lá de emocionada da CIA de Teatros DOS COMUNS, grupo a qual dirige.

Apresentação em forma de protesto devido inicialmente NÃO presença de mulheres negras palestrantes no evento, tal palestrante se pinta e coloca adornos, com ajuda de sua neta. A CIA DOS COMUNS e Hilton Cobra, como uma cereja do sorvete, fecharam muito bem esse inspirado debate.



Já passou um pouco da data do evento, e que vemos isso acontecer de perto, as movimentações, as atitudes tomadas e o grande debate que gerou. Este evento foi um grande exemplo do poder que a internet tem, ou melhor o poder que há nas pessoas.

Você que acompanha as matérias sobre o IV Seminário de Inserção e Realidade viu que a estrutura do evento foi mudada pelo protesto na internet. E o que aconteceu não aconteceu isoladamente, vem acontecendo pelo mundo inteiro. Pessoas se movimentando online e fazendo com que as coisas mudem no mundo offline. Está acontecendo agora no em alguma parte do mundo, está acontecendo no Cairo- Egito, aconteceu na invasão do iraque, na copa com um simples cala boca galvão. São novas formas de ativismo / protesto.

No sentido dicionarizado, o termo “ativismo” tem origem no francês activisme, o qual por sua vez apareceu no campo da filosofia e da política do início do século XX, que o aborda como sendo “ações coletivas que produzem transgressão e solidariedade” (JORDAN, 2002)

O mundo está completamente conectado, ou quase. As informações são passadas num “clique”. Assim muitos movimentos sociais veem na internet uma grande arma para conseguir suas reivindicações, já que é um meio barato e se pode falar com muitos, consegue-se transmitir informações numa velocidade incrível, não importa a distância.

Temos então o tal do Ciberativismo, que é uma forma de ativismo só que online realizado através das mídias sociais. É uma alternativa aos meios de comunicação de massa, uma forma de ser escutado por muitas pessoas, tem-se mais liberdade e provoca um impacto maior.

A Revolução não será televisionada nem virá pelo rádio - Black Alien

A geração Y, também chamada geração do milênio ou geração da Internet, é um conceito em Sociologia que se refere, segundo alguns autores, à coorte dos nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo sucedida pela geração Z. (Wikipédia)

O que faz, ou melhor quem faz as redes, quem escreve, protesta, bota a cara são pessoas. Pessoas de varias gerações com diferentes certidões de nascimento. Acredito que a GeraçãoY é mais um comportamento do que uma data de nascimento. É o tal do prosumidor (produtor e consumidor), do colaborativo, comunicativo... Se você tem essas caracterizas. Tá dentro da geração.

LEIA:IV Seminário de Inserção e Realidade parte1 parte2 parte3 parte4 parte5

14 fevereiro 2011

Nagô da semana #11

POST removido

Reunião de Amigos - Favela Fashion wek 2010



"

... NOSSO MORRO É COISA CHIQUE
É FAVELA FASHION WEEK
SOBE LÁ PRA VOCÊ VER
NOSSO MORRO É MUITA "TRETA"
NOSSA GISELE BUNDCHEN É PRETA
E ELA FAZ ACONTECER ...
"

11 fevereiro 2011

Na minha família não tem Sapo. . . parte3 de 3

Por:Agnes Maria

Cresci em um mundo em que ter cabelo liso é ter o cabelo bonito, cresci em um mundo que é melhor dizer ser moreno do que negro, é mais aceitável e fere menos as pessoas que estão em volta.

A televisão não tem muitas referencias, quase não temos negros apresentando programas na TV aberta, infelizmente ainda contamos nos dedos modelos negros famosos, o mais recente choque que eu tive na TV foi certa propaganda que dizia, “O sol nasce para todas” com varias mulheres correndo pela praia, mas nenhuma negra.

Acredito que para a minha família o sol nasce diferente, e com eles aprendi a enxergar o mundo de uma maneira mais bonita. Uns tem cabelo Black, outros usam dreads locks, alguns alisam, e outros são carecas, tudo uma questão de estilo.

A mais nova integrante da minha enorme família, tem apenas três anos e um Black Power enorme, preservado pela mãe com muito trabalho e muitas criticas. No seu ultimo aniversário a temática foi “A princesa e o sapo” o filme da Disney, que a princesa é negra, fiquei super feliz ao saber, afinal cresci sem referencias na TV.

Pensei, “que bom a pequenina”, terá uma princesa como referencia “isso é ótimo”, comprei o filme para assistir em casa, me sentei e a revolta veio nos primeiros 15 minutos de filme.

Tiana a princesinha, não era na verdade uma princesa, era uma jovem pobre que lutava para realizar o sonho do pai , até ai tudo bem a maioria das princesas Disney, tem no mínimo uma vida sofrida. Então aparece o príncipe, pode–se dizer que negro também, um tom mas claro do que a jovem trabalhadora, ele vira sapo enfeitiçado pela cultura vu Du, outro preconceito em relação a uma religião de origem negra, uma critica preconceituosa a rituais que não se apóiam, única e exclusivamente na maldade.

Vem o golpe fatal que assassina meus planos de diversão ao ver o filme, ele beija a princesa negra e ela vira sapo também. A coitada passa o filme inteiro como sapo, pulando para lá e para cá, quase comendo mosquito, e sendo devorada por jacarés e por fim resolve continuar sapo para viver ao lado do amado, volta a ser gente (e negra) nos 5 minutos finais do filme.

Desnorteada com esse filme, não sei se fico feliz pois afinal já é um “Gigantesco salto para a humanidade”, ou se fico mais revoltada porque será que além de se esquivar das cantadas ruins dizendo não sou moreninha e sim negra , eu e futuramente minha pequena prima, teremos que lutar gritando bem alto que não somos morenas, muito menos sapos.


LEIA:
Na minha família não tem Sapo. . . Parte1
Na minha família não tem Sapo. . . Parte2


Por: Agnes Maria

09 fevereiro 2011

Dreads no calor do verão... Parte 2 de2

E aí,como faz?!

Por: Fernanda Moraes

Agora nós já podemos ir para a parte prática e divertida dos dreads: E ai, Fernanda, como faz pra não sentir calor? Simples! Prende!

Coloca pro alto,
sempre dá pra fazer alguma coisa.

Eu, particularmente, adoro faixas de cabelo. Dá pra usar em qualquer lugar, qualquer época do ano, mas no verão elas me dão um certo alívio e uma certa comodidade. Com elas meus dreads não ficam caindo no rosto e de certa forma, elas dão uma prendida neles.

Ficam assim:


Essa no caso é bem laaarga,prende bem mais o cabelo.



Tem as mais estreitas, minhas preferidas, porque deixam o cabelo bem armado, parece que dá mais volume.

As faixas são uma ótima opção pra mudar um pouco, mas dependendo do material, elas podem esquentar bastante a cabeça. Prefira as de lycra. Mas se você não curte usar nada no seu dread, tem aqueles truques de como prender o cabelo: PUXE E PRENDE!



É o bom e velho coque...




E o que eu chamo de "abacaxi"... Esse é total puxe e prende... pro alto!





E um rabo-de-cavalo com a metade solta.



Já disse aqui no Trança *Nagô*, quer ter dread é uma praticidade só. Você faz todos esses penteados/amarrações em segundos. E com o dread pode-se inventar... Dá pra fazer tudo, ou quase tudo com ele.

Obs: Pra quem ainda tá com o dread pequeno, não dá pra lançar essas amarrações. A faixa seria e é uma boa. Paciência!

Eu vou seguindo... Eu e meu dread nesse calor infernal que só existe no Rio de Janeiro!

P.S: Queria agradecer ao Thiago, modelo-cobaia-exigente-namorado-o cara das fotos ai em cima que não ficava quieto pras fotos, por ter colaborado! rs.

veja alguns PENTEADOS /AMARRAÇÕES que rolam na net...



Ai VAI ALGUNS VIDEOS DE COMO PRENDER SEU DREAD. . .








Mas se você tem uma forma diferente de prender o seu... manda uma foto pra gente divulgar aqui no blog. trancanago@gmail.com
Beijos!!!

08 fevereiro 2011

Na minha família não tem Sapo. . . parte2 de3

Por: Agnes Maria

Certa vez minha professora, passou uma folha com desenhos de uma família, para que coloríssemos de acordo com a nossa. A família do desenho era claramente branca e não era pela folha, mas os traços físicos o cabelo, eu cheia de trancinhas na escola. Como ela pediu para colorir não tive duvidas, peguei o lápis preto e colori a face de todos, em seguida minha mãe foi chamada, para ser questionada sobre que valores étnicos que eu conheci em casa.

Sempre lutei para mostrar a todos ao meu redor que racismo e discriminação estão mais enraizados em nossa sociedade do que realmente podemos perceber, por exemplo, essa questão do cabelo ruim, fico pensando meu cabelo não é ruim ele é bom até de mais, já passei cada coisa nele pra ver se ficava liso, mas desisti. Acredito em questão de estilo me adaptei melhor com o cabelo crespo do que liso, não sou radical a ponto de ser contra aqueles que encontram um bom alisante.

Existe ainda um certo tabu ao classificar alguém como negro, o grande problema é o tom pejorativo dado a palavra ao se dirigir a uma pessoa dessa etnia. Há alguns anos atrás uma cartilha foi lançada com termos politicamente corretos dentre eles a palavra negro foi abolida e o termo correto para denominar alguém seria Afro – brasileiro, esse foi um grande absurdo que teve a coragem de ser publicado e propagado. O que deve ser colocado de forma sistemática para sociedade é a exclusão da palavra quando ela vier acompanhada de adjetivos negativos.

O dicionário Aurélio em sua antiga edição trazia a palavra negro com uma referencia a sujeira, um certo dia na casa de uma amiga negra, chamei a Irmã dela de negrinha, logo fui repreendida e alertada de que a caçula, não gostava que a denominassem assim, pois leu no dicionário o que significava a palavra negro, e disse que não se considerava uma pessoa suja, portanto não era negra.

Depois desse dia debati com mais ênfase as questões raciais não quero que meus filhos encontrem o mundo preconceituoso da forma que eu encontrei. Hoje vejo mudanças e tenho certezas que elas são respaldadas por muitas lutas, e sei que cada vez que meu pai levantou a voz para falar sobre o movimento negro, foi pensando que sua filha não deveria encontrar um mundo preconceituoso, e mais ainda tenho certeza de que quando meu avô, nos anos 60, levantou uma arma para a mulher que humilhou seus filhos por serem negros também pensou que não queria pessoas daquele tipo em torno de seus netos e bisnetos. Martin Luther King disse em seu discurso mais famoso: “Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter, e não pela cor da pele."

07 fevereiro 2011

Nagô da semana #10



Feito por: Sheyla Afro
Local: RJ - Meier
Contato: Ligue para (21)25998002 / 32775284 / 91792610
Tipo de trança:
Nagô desenhada, com lã. É feito o trançado juntamente com lã colorida e Dread sintético feito com Lã.
Tempo para confecção: 1 hora e meia.
Custou: 40 reais

O Rappa - Todo camburão



". . . É mole de ver
Que em qualquer dura
O tempo passa mais lento pro negão
Quem segurava com força a chibata
Agora usa farda
Engatilha a macaca
Escolhe sempre o primeiro
Negro pra passar na revista
Pra passar na revista

Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro. . . .
"

04 fevereiro 2011

Cabelo realmente grande


Cabelo Big está de volta, e melhor do que nunca, graças às Murenu Luigi, que é famosa internacionalmente por suas criações de cabelo incrível. O renomado hair stylist trabalhou com Madonna em sua Drowned World Tour. Ele também aplicou sua magia para o cabelo de estrelas de Hollywood como Nicole Kidman, Scarlett Johansson e Gwyneth Paltrow. Além disso, ele fez inúmeras campanhas de moda de Viktor & Rolf, Louis Vuitton e Versace.

Luigi's recentes criações podem ser vistas na edição 18 da revista Pop, em um editorial intitulado “Hair Storm”, com fotografia de Solve Sundsbo.

"Não estamos mais na idade típica magro de 16 anos de Kiev, que pesa 20 quilos. Agora é muito mais sobre as mulheres com a forma, com os grandes lábios e seios grandes, belas silhuetas. Então eu pensei, por que não uma história de cabelo grande ", disse Luigi," O cabelo é grande e extravagante, mas real; Você sente como você pode tocá-lo. Não é sintético. Isto é o que traz a sensação de volta estas fotos. E eu acho que nós trouxemos a natureza icônica dessas meninas. "








Fonte:http://killersearch.trendhunter.com

03 fevereiro 2011

IV Seminário de Inserção e Realidade Parte5 de6

"Não nos querem!"
Por: Fernanda Moraes

O terceiro e último dia de debates foi o mais caloroso. Talvez até tenha sido o dia de REpensarmos o verdadeiro valor da mulher negra. Aquela mulher negra, antes citada por Aduni Benton: Em uma de nós, vivem várias!

O tema da mesa no dia 27 de Janeiro foi O Negro e as Artes Cênicas - "Por que continua rara a presença de atores e assuntos cotidianos da comunidade negra na dramaturgia teatral brasileira?Por que,em geral,os papéis representados por negros são papéis de "negros",e não de cidadãos inseridos na sociedade?Por que os conflitos e problemas atuais dos negros no Brasil raramente são vistos como temas de produções?Qual a posição e a opinião dos autores,diretores, produtores e atores brasileiros sobre as contradições sociorraciais em nossa sociedade? ".

1° Palestrante-Iléia Ferraz 2° Palestrante-Haroldo Costa 3° Palestrante-Luiz Antônio Pilar 4° Palestrante-Hilton Cobra



Iléia Ferraz, diretora de artes cênicas, foi quem abriu o último dia de debates da ABL. Contou sobre a importância da década de 80 para as CIAS de teatro negras, foi nessa década que se iniciou o movimento que era contra negros só representarem, na TV ou teatro, papéis de negros, como escravos. Nas CIAS o negro exercia papel de cidadão: Médicos, professoras, pais e mães de família.

Sobre a importância feminina no teatro, Iléia citou o espetáculo "Sete Ventos" da atriz e autora Débora Almeida;o espetáculo "Orixás" de Aduni Benton e "Parem de falar mal da rotina" de Elisa Lucinda.

"...um não-negro consegue produzir um bom espetáculo e um negro não!"
Essa foi apenas uma das inúmeras críticas do dia na casa de Machado de Assis.

O segundo palestrante do dia, Haroldo Costa, afirmou que é de extrema importância esse tipo de debate dentro da Academia Brasileira de Letras. Não só o debate, mas o Movimento Negro estar, enfim, dentro da ABL. Em seu breve discurso, Haroldo conta que o Carnaval é o único momento que o negro se comporta e pode se comportar como negro. Tem seu espaço.

Essa afirmação trouxe divergência para o auditório onde acontecia o seminário, logo o terceiro palestrante do dia, Luiz Antônio Pilar diria que o negro não precisa do carnaval como seu espaço.

Luiz Antônio Pilar é diretor e produtor de teatro e televisão. Atualmente trabalha na Rede Globo de televisão e não teve receio em afirmar que "A Globo não sabe o que fazer com o negro!". Disse também que não poderia deixar de manifestar-se a favor das mulheres negras no evento: "Não podemos nos dividir!".

Luiz Antônio fez uma grande observação em cima do que Iléia Ferraz já tinha colocado: Desde o filme "Cidade de Deus" até hoje, foram produzidos 18 outros filmes com o mesmo conteúdo e/ou desenrolar da história como "Quase Dois Irmãos" e "Carandiru". Mas a grande questão é que NENHUMA dessas produções tinha um negro, ou melhor, todas essas produções foram feitas por não-negros.

O diretor da Rede Globo continua seu discurso dizendo que foi até a Petrobrás, que financia e financiou todos os 18 filmes e questionou sobre a falta de negros na produção dos filmes. E aí levanta-se uma outra questão:"a Petrobrás diz que não existe nenhum tipo de preconceito.O que existe são critérios. E que infelizmente nenhum filme que possua negros foi bom o suficiente para ser aprovado por esses critérios. "Afirma o diretor.

Cadê a qualificação? Voltamos aquela velha discussão sobre ensino fundamental? Cotas? Escolas e Universidades?

A partir desse questionamento, a Petrobrás financiou o filme "Em Quadros", de direção de Luiz Antônio Pilar e que conta sobre a vida televisiva e teatral de Milton Gonçalves, Ruth de Souza, Zezé Mota e Iléia Garcia.

Se não fazemos nós, quem faz?

O quarto e último palestrante do dia foi o responsável por todo aquele calor do início deste texto. O nome dele é Hilton Cobra e fez uma linda e emocionante performance junto com a CIA de Teatros DOS COMUNS a qual dirige.

Flor, lenço e batom vermelho. Assim Hilton fez sua palestra. Quando perguntado por nós do Trança *Nagô*, se era uma crítica á falta de mulheres á mesa, Hilton foi direto:SIM. É dele também a frase que diz: Não nos querem!



A TV,o teatro... "Meu sonho era seqüestrar o Roberto Marinho,e no resgate eu iria pedir um mês do povo brasileiro sem a TV,sem novela."Ironiza.

A Cia dos Comuns lia poemas e textos lindos, ora criticando, ora elogiando a "Buceta da Minha Nega", quem esteve lá pôde conferir de perto.

Pra fechar essa matéria, resumir o evento, deixo para vocês o trecho de um texto que foi dito por uma das mulheres da Cia.

"...Vocês levaram meu filho.Mas eu tenho do meu lado Xangô,que é pai.E pode falar pra quem mandou você aqui,que daqui do meu terreiro vocês não levam nem uma pedra.Porque aqui é uma casa de mulher...e quando mulher FAZ,FAZ BEM FEITO!"

Recado dado.

IV Seminário de Inserção e Realidade Parte 4 de6

A maioria era negra.
Por: Fernada Moraes

E quando eu digo que a maioria era negra, não falo da platéia, mas, sim, dos palestrantes presentes na mesa.Um pouco diferente do dia anterior...

Fazendo valer a votação das mulheres participantes na mesa, Aduni Benton, Diretora de Artes Cênicas da Cia "É Tudo Cena!", compôs a mesa do dia 26 de Janeiro, cujo tema era "Repensando o Negro".

"A dimensão histórica da 'questão do negro'; as estratégias principais dos movimentos negros; as metamorfoses do negro,da escravidão à atualidade;a peculiaridade so racismo brasileiro;comparação com os modelos clássicos de racismo;história do negro e história do Brasil:autonomia e fusão;formação das elites negras no esporte,nas artes,na cultura intelectual,na sociabilidade."


1°Palestrante - Aduni Benton 2°Palestrante - Joel Rufino 3°Palestrante - Muniz Sodré 4°Palestrante - Carlos Alberto Medeiros



Saudando Exú, que é o orixá da comunicação e Xangô que é o orixá da JUSTIÇA, a diretora Aduni Benton deu início a sua palestra, que era mais do que uma simples palestra, era finalmente o manifesto das mulheres negras, antes excluídas daquele seminário.

O discurso foi breve, mas o recado foi dado. A palestrante, que se descobriu negra aos 30 anos de idade, fez questão de lembrar que cada uma de nós, somos muitas: Mães, filhas, atrizes, diretoras, jornalistas...

Lembrou também que o manifesto sobre a falta de mulheres negras no seminário começou no Facebook, citou nomes como o de Tatiana Tiburcio que escreveu uma carta ao jornalista Haroldo Costa sobre o ocorrido. Leia aqui!

"As meninas vão entrar". Entraram e fizeram bonito... Fizeram história.

Segundo palestrante do dia, o historiador Joel Rufino, fez uma enorme observação com uma certa indagação de Otelo: "Cadê o Movimento Branco?!"
Joel ainda afirma que o negro precisa se valorizar, se movimentar e se apresentar. Deixando claro que o "o Movimento Negro contemporâneo é produto da falta de espaço" segundo ele próprio. Ainda em sua palestra, Joel afirma que é preciso distinguir o RACISMO,O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO. É preciso que saibamos para recorrermos aos nossos direitos.

Muniz Sodré, jornalista e sociólogo, foi o terceiro palestrante da mesa. Com seu discurso breve tratou sobre a diáspora das etnias africanas.

O quarto e último palestrante do dia, Carlos Alberto Medeiros, foi sucinto e criticou o "jeitinho" brasileiro de achar que discutir o racismo é gerar racismo. A discussão PRECISA ser feita. E não podemos reproduzir o discurso do dominante.

Ainda segundo o jornalista, o negro contemporâneo não tem medo de denunciar o mito da democracia racial.Vai além: O Movimento Negro atual trouxe e continua trazer a beleza.

"Antigamente só poderia ser negro ou belo, as duas coisas juntas não existia!"
Carlos Alberto passou por várias questões que precisam ser debatidas pelo negro, como as cotas, que mal ou bem, segundo o próprio jornalista, geram um certo debate. Outra questão é do discurso elitista de que no mundo só existe uma raça, a humana. Que somos todos iguais perante Deus... Pois é, perante DEUS! Mas, ao mesmo tempo é essa mesma elite que afirma que existe uma miscigenação. Miscigenação de quê, se somos todos uma ÚNICA raça?!

E você, já parou pra pensar que pode estar reproduzindo um discurso equivocado?

Ao final do debate, Aduni Benton voltou a questionar sobre a falta de mulheres negras na mesa. Explicou aos presentes que não estavam a par dos acontecimentos de que havia acontecido uma votação e que seu nome havia sido indicado para compor a mesa.Em seguida, Milton Gonçalves pediu novamente desculpas e afirmou que não houve nenhuma discriminação por parte do evento.

Em entrevista ao Trança *Nagô*, a diretora Aduni Benton afirmou que o Movimento Negro tem um papel fundamental na sociedade atual.

"Nós estamos hoje com dois movimentos importantes na questão da mídia. Uma é a cerveja Devassa que está usando a imagem da mulher negra pra vender cerveja e também de uma marca de lingerie que está usando a imagem de Iemanjá também pra vender lingerie. É uma questão de respeito, tanto da imagem da mulher, quanto a da religiosidade que são dois pontos fundamentais pro Movimento."

Quando questionada sobre o seminário, Aduni disse que o ocorrido também é fruto desta mesma manifestação, da integração e da consciência desse Movimento Negro. “Porque se não fosse desta forma, nós - mulheres - não estaríamos aqui. Não tem como esquecer uma mulher negra em um seminário. Isso não cabe mais. Não tem mais justificativa! É o olhar atento do Movimento Negro que denuncia esse tipo de atitude.”



Antes mesmo do segundo dia de seminário dar início, era possível observar que o grande tema não eram os negros. Mas, sim, a relação entre os homens negros para com mulheres negras. A grande pergunta que fica é: Mesmo se não houvessem mulheres negras como palestrantes, vocês, homens negros, participariam de tal evento?

Eu prefiro acreditar que não!

Por: Fernada Moraes

02 fevereiro 2011

Cabeça de palhaço

Cabelo de palhaço
Por: Fabio Alves

Algumas crianças têm medo, pavor de palhaço. Outras têm verdadeiro amor, gostam, ficam felizes e caem na gargalhada. Realmente esse mundo mágico dos palhaços mexe com a cabeça das pessoas. Com uma temática lúdica do circo, a fotografa Kelly Thompson juntou umas caras pintadas, perucas de cores brilhantes e insano

E olha no que deu...








Fonte:http://killersearch.trendhunter.com

IV Seminário de inserção e realidade parte3 de6

O negro na literatura... E a negra?
Por: Fernada Moraes

O tema do primeiro dia de seminário foi "O Negro na Literatura" - "Duas configurações caracterizam a presença do negro no processo literário brasileiro: de um lado, a literatura sobre o negro;de outro, a literatura do negro. Na primeira, predomina o estereótipo; na segunda a busca de afirmação de identidade cultural. Como se delineiam tais posicionamentos? Haverá uma literatura negra no Brasil? Tal terminologia contribui para a afirmação do direito á diferença ou se constituiria em mais uma artimanha do preconceito? Esta é a matéria mobilizadora das reflexões da presente mesa-redonda, que reúne três poetas, dois deles também críticos literários."

1°Palestrante - Professora Dulce
2°Palestrante - Salgado Maranhão
3°Palestrante - Alberto da Costa e Silva
4°Palestrante - Domício Proença Filho


Dando início ao debate, Professora Dulce falou sobre a literatura negra contemporânea, eu ênfase na educação infantil, pois crianças negras precisam de espelho, precisam se reconhecer em algo.Dessa forma é de extrema importância escrever para crianças negras, nossas crianças precisam de espelho... E base!



Domício Proença Filho
tratou do preconceito, o sutil preconceito entre literatura negra e literatura brasileira.Ora, não somos todos uma grande miscigenação?!

Fez algumas observações sobre o negro, para o professor e pesquisador em literatura brasileira,na literatura o negro exerce vários papéis,entre eles: O negro vítima, o negro subalterno (como em "O Cortiço") e o negro pervertido (Como em "A Carne").

Uma outra observação não menos importante, do filme "O Alto da Compadecida" em que o ator Maurício Gonçalves interpretava Deus: Um diálogo preconceituoso,mas ainda sim, sincero, entre João Grilo e Deus.

- "... Achei que o Senhor fosse menos queimado!".

O último palestrante do dia, Salgado Maranhão, trouxe para o público a importância da primeira geração a discutir a poesia feita por negros. Em OFF, o poeta nos deu uma entrevista onde fala da importância do cabelo afro como identidade. Veja aqui!

Para finalizar sua palestra, o poeta declamou um de seus poemas "Negro Sou".



O primeiro dia do seminário terminou como começou: Tenso! Muito se falava e questionava sobre a presença de mulheres negras no debate. Nós, negras, estávamos em peso no auditório da ABL. Mas como a Professora Dulce disse em sua palestra, é preciso de espelho. E infelizmente, por pouco, muito pouco, não nos enxergávamos na primeira mesa do seminário, que não por acaso se chama SEMINÁRIO DE INSERÇÃO E REALIDADE.

No debate nós conhecemos a Verônica, essa menina fofa de turbante que desde o início da palestra, estava quietinha, atenta a todos e a tudo. Ela nos disse que adorou, que não faz parte de nenhum movimento, mas que estaria presente nos próximos dias.E que, SIIIIIIM, sentiu falta de mulheres negras no seminário.

Nós estávamos lá. E você? Estava aonde?

Por: Fernada Moraes
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