15 fevereiro 2011

IV Seminário de Inserção e Realidade Parte 6 de6

Todos on-line
por: Fabio Alves

A grande manifestação ficou no ultimo dia do seminário, se não foi a maior foi a mais criativa.

Se o melhor fica pro final como uma sobremesa do jantar. No #festivalAfro não podia ser diferente. Se o último dia foi a melhor, parte isso tem muito haver com Hilton Cobra e seu discurso comovente com a apresentação pra lá de emocionada da CIA de Teatros DOS COMUNS, grupo a qual dirige.

Apresentação em forma de protesto devido inicialmente NÃO presença de mulheres negras palestrantes no evento, tal palestrante se pinta e coloca adornos, com ajuda de sua neta. A CIA DOS COMUNS e Hilton Cobra, como uma cereja do sorvete, fecharam muito bem esse inspirado debate.



Já passou um pouco da data do evento, e que vemos isso acontecer de perto, as movimentações, as atitudes tomadas e o grande debate que gerou. Este evento foi um grande exemplo do poder que a internet tem, ou melhor o poder que há nas pessoas.

Você que acompanha as matérias sobre o IV Seminário de Inserção e Realidade viu que a estrutura do evento foi mudada pelo protesto na internet. E o que aconteceu não aconteceu isoladamente, vem acontecendo pelo mundo inteiro. Pessoas se movimentando online e fazendo com que as coisas mudem no mundo offline. Está acontecendo agora no em alguma parte do mundo, está acontecendo no Cairo- Egito, aconteceu na invasão do iraque, na copa com um simples cala boca galvão. São novas formas de ativismo / protesto.

No sentido dicionarizado, o termo “ativismo” tem origem no francês activisme, o qual por sua vez apareceu no campo da filosofia e da política do início do século XX, que o aborda como sendo “ações coletivas que produzem transgressão e solidariedade” (JORDAN, 2002)

O mundo está completamente conectado, ou quase. As informações são passadas num “clique”. Assim muitos movimentos sociais veem na internet uma grande arma para conseguir suas reivindicações, já que é um meio barato e se pode falar com muitos, consegue-se transmitir informações numa velocidade incrível, não importa a distância.

Temos então o tal do Ciberativismo, que é uma forma de ativismo só que online realizado através das mídias sociais. É uma alternativa aos meios de comunicação de massa, uma forma de ser escutado por muitas pessoas, tem-se mais liberdade e provoca um impacto maior.

A Revolução não será televisionada nem virá pelo rádio - Black Alien

A geração Y, também chamada geração do milênio ou geração da Internet, é um conceito em Sociologia que se refere, segundo alguns autores, à coorte dos nascidos após 1980 e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo sucedida pela geração Z. (Wikipédia)

O que faz, ou melhor quem faz as redes, quem escreve, protesta, bota a cara são pessoas. Pessoas de varias gerações com diferentes certidões de nascimento. Acredito que a GeraçãoY é mais um comportamento do que uma data de nascimento. É o tal do prosumidor (produtor e consumidor), do colaborativo, comunicativo... Se você tem essas caracterizas. Tá dentro da geração.

LEIA:IV Seminário de Inserção e Realidade parte1 parte2 parte3 parte4 parte5

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