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05 julho 2016

Trança Nagô para homens

As tranças são democráticas! Não pense que só as mulheres tem o privilégio de usarem, homens também são adeptos desse visual tanto quanto elas. Então, se você tem vontade de fazer, mas fica de mimimi, pode acabar com isso agora! Olha só esses caras representando aí embaixo... podia ser você.


TRANÇA NAGO


RASTA

TRANÇA NAGO


DREAD

Venha fazer logo o seu cabelo! Ficamos no Ed. Antonio Nogueira, Rua Carvalho de Sousa, 237, sala 304 - Madureira, Rio de Janeiro. Atendemos de terça a sábado das 8h até 18h. Nosso telefone é (21) 2450-3043.




30 junho 2016

Trança boxeadora

As famosas fizeram com que as tranças boxeadoras voltassem com tudo! E se você pensa que só tem uma forma de fazê-las, está bem enganado. Aqui no Studio Trança *Nagô* já fizemos várias e parece que esse modelo veio para ficar mesmo. Nós amamos, e vocês?


Venha fazer logo o seu cabelo e divar por aí! Ficamos no Ed. Antonio Nogueira, Rua Carvalho de Sousa, 237, sala 304 - Madureira, Rio de Janeiro. Atendemos de terça a sábado das 8h até 18h. Nosso telefone é (21) 2450-3043.

07 junho 2016

Box Braids são tendência!

Depois que a diva suprema Beyoncé apareceu no clipe de Formation com seus ​Box Braids (ou Rastafári) super longos todas piraram! assim, elas viraram as tranças queridinhas do momento e todas as que são in estão pedindo.

O mais legal é que esse tipo de trança permite fazer penteados diferentes para todas as ocasiões caso não queira sair com elas soltas por aí algum dia. Separamos 8 opções para vocês, se quiser ver mais, é só clicar aqui!


Venha fazer logo o seu cabelo e divar por aí! Ficamos no Ed. Antonio Nogueira, Rua Carvalho de Sousa, 237, sala 304 - Madureira, Rio de Janeiro. Atendemos de terça a sábado das 8h até 18h. Nosso telefone é (21) 2450-3043.

02 junho 2016

Beyoncé e as Tranças

Todas as palavras para expressar o quão maravilhosa é essa mulher não seriam suficientes! A diva Beyoncé também é adepta das Tranças *Nagô* - e outros tipos também. 

Ela ditou moda quando usou box braids em um dos clipes do novo álbum Limonade, mas já as usa há um bom tempo. Vale conferir e se inspirar na musa:










24 maio 2016

Como manter suas tranças incríveis em 3 passos

Fazer tranças e deixar o visual ainda mais maravilhoso todo mundo quer, mas você precisa saber algumas coisas para mantê-las incríveis por um bom tempo.
Vem com a gente que em 3 passos você fica sabendo de tudo:

1 – Lavar
Lavar suas tranças mais de uma vez por semana? Melhor, não. No máximo uma vez por semana ou quando tiver necessidade. A dica é dissolver um pouco do seu shampoo preferido na água e passar no couro-cabeludo com a ponta dos dedos para não arrepiar os fios. E não use condicionador, ele faz com que as tranças se desfaçam mais rápido e não é isso que você quer!



2 – Secar
Depois de lavar suas tranças, enrole um tecido de algodão e deixe por uns 10 minutos. Assim, grande parte da água vai ser absorvida e não vai gerar frizz. O ideal é que deixe-as secando ao longo do dia, mas se não conseguir, passe um protetor térmico e use o secador de cima para baixo.




3 – Dormir
Touca é o segredo! Use touca de meia calça, de natação ou até mesmo aquela bandana que você não usa. Todas as opções são validas para manter o penteado em dia. Você também pode usar laquê ou gel, só vai ser mais chatinho para retirar no banho.

12 dezembro 2012

Social Trança Nagô

 No fim do mês passado, damos uma entrevista para o projeto Social na Rede. Falamos de inúmeras coisas, mas principalmente do nosso processo de formação que resumindo em poucas palavras foi assim, do meio virtual para o físico. Social na Rede -  "O programa tem como objetivo expor temas comumente abordados nas redes sociais que ultrapassam essa esfera e são discutidos em ambientes não virtuais." Pra quem não conhece nossa historia, a definição do programa combina com o surgimento/origem/amadurecimento do *Trança Nagô*. Bem, veja a entrevista.  

14 novembro 2012

Casa Nova

O Studio Trança *Nagô* agora está de casa nova. Da uma olhada como ficou nosso novo QG.


AaaH o Studio fica no Ed. Cultura, Rua Carvalho de Sousa, 182, sala 203. RJ, Madureira 

03 maio 2011

Moicano

tem que ter personalidade pra usar.
Por: Fabio Alves

Não, não foi Neymar que começou a usar moicano e nem o moicano com tranças, mas se você gostou e quer aderir... Veja aqui os videos do Neymar

"Moicano" é um corte de cabelo indígena usado por nativos americanos e celtas geralmente raspado dos lados, que alguns (entende-se muitos) anos mais tarde os Punks aderiram o corte. Também existe outro tipo de moicano, o que não é raspado dos lados, só levantado. Este tipo é mais simples, menos chamativo e, quando enjoar, pode voltar ao cabelos "normal".O cabelo que fica no topo da cabeça pode ser pintado, deixando o moicano mais diferenciado e interessante. Uma coisa e certa: Se você está de moicano é porque quer ser olhado. Os olhos naturalmente vão para você, ou melhor para o seu cabelo.

O moicano é uma tendência perfeitamente usável por homens e mulheres. Um corte ou penteado bem realizado pode deixar uma pessoa estilosa, mas ela tem que conseguir segurar este tipo de corte. É um estilo ousado que a pessoa que usa expressa coragem e auto-confiança.

Existem varias formas de usar esse estilo de cabelo - um padrão liso para o alto (Punks), com cachos, trançado black, tudo trançado, mas, é claro, que a criatividade conta muito nessa hora! Todo mundo pode criar seu próprio estilo moicano e existem diversos modelos por aí.



Este penteado requer textura do cabelo duro ou do cabelo crespo, mas alguns produtos podem ajuda a deixar o cabelo "impé". Como gel, laquê, mouse ou até mesmo gelatina sem sabor. o.O

Outro método para obter esse estilo de cabelo é fazer umas tranças laterais verticais em vez de raspar. Então, amanhã você pode se arrepender e voltar ao seu estilo habitual se precisar raspar o belo.

Você pode escolher um estilo moicano provocativa ou uma forma mais suave, porém isso depende da sua natureza e do seu temperamento. Se você estiver considerando o estilo moicano, precisa saber que o moicano raspado é algo mais ou menos fácil de manter. Se não tiver coragem pra fazer em casa, melhor que não tenha mesmo (!!!), precisa encontrar um bom "estilista capilar" que entende do assunto de como cortar e formar a moita e também é ele que pode explicar qual a melhor e mais eficientemente forma de cuidar do seu novo look e conseguir deixa-lo ele sempre "impé".

Já o moicano com tranças é mais compilado de manter. Todas àquelas dicas no GUIA DA TRANÇA AFRO estão valendo!

Se perca ou se ache




Videos eeeee




pra quem nao tem um cabelo com tanto volume que tal uma alternativa ?







Por: Fabio Alves

24 março 2011

Miçangas fazendo a cabeça

Que tal colocar alguma coisa diferente quando fizer trança ?

Por: Fabio Alves


Existem miçangas de vários tipos, cores e tamanhos. Um mundo de cores e formas. As miçangas servem para fazer uma infinidade de coisas: colares, pulseiras, brincos, enfeitar roupas... etc, etc, etc... E porque não usar para embelezar o penteado? Afinal, as miçangas te dão o infinito de possibilidades e dão um TCHAM no visu.

Elas são produzidas em vários lugares do mundo: na China, nos Estados Unidos no Japão e por ai vai. Uma grande dúvida minha era onde encontrar essas pedrinhas tão bonitinhas. No começo nem todo lugar que eu ia fazer trança tinha, então tinha que levar de casa. Hoje as coisas já mudaram, os salões já tem tudo. Mas mesmo assim você ainda não achou aquela miçanga. Te juro, é fácil! Lojas que vedem bijuterias, coisas para artesanato, lojas para pesca e em lojas de artigos para umbanda. São lugares onde certamente vai encontrar inúmeros modelos. É só procurar o que combina mais com o seu penteado.

Se não tiver afim de bater perna por ai, ficar procurando como um doido, a #dica é Bijuterias miçangas e sonhodasmissangas, mas esse ultimo é pra quem gosta de colares, brincos e coisas fofas.


Bem, se você é daqueles que sempre usa Trança *Nagô*, sempre está com um desenho diferente na cabeça e sempre busca algo novo, aí começa querer mais alternativas, certo? As miçangas podem ser uma ótima solução. É só usar a criatividade!

Por: Fabio Alves

01 março 2011

Guia da trança AFRO

Um guiazinho básico!

Por: Fabio Alves

Pra você que é marinheiro de primeira viagem, ou, até mesmo se já é experiente no assunto, pode ser que ainda tenha algumas dúvidas sobre a CABEÇA, literalmente.

Aqui, vamos te dar os caminhos para que suas tranças saiam perfeitas e durem bastante!

Algumas coisas que você precisa saber sobre Trança *Nagô*:

Como é feita? Quais os tipos? E os modelos? As respostas estão aqui.

Você que tem vontade de fazer, mas tem medo, veja aqui a experiência de uma pessoa que fez pela primeira vez.

Agora todas as suas perguntas terão resposta. É só clicar em cima dela:

*Dói muito pra fazer?

*Dura quanto tempo?



Agora, se você é curioso, vai gostar de saber:

*Origem das tranças


*Origem dread

*Black Power

Quer ver fotos de tranças? Aqui tem um monte!

03 novembro 2010

Penteados de Raiz


Tranças de raiz, ou nagôs, são um must entre os penteado s afro. Comum to que aqui, outro ali, o uso de apliques e a troca de acessórios, pode -se produzir diferentes looks de inspiração africana. Visuais criados pela hairstylist carioca Patricia Mercedes, do Luart – Cabelo com Arte.


Imponente, o penteado é um mix de tranças nagôs e coque alto, arrematado por um arranjo de flores coloridas. Versão sofisticada do penteado de trancinhas nagô. Um aplique trançado contorna o alto da cabeça e cai de lado. Um laço de palha arremata o look.

QUER SABER O PASSO A PASSO DESSE PENTEADO CLIQUE AQUI


fonte: http://www.revistabefashion.com.br/noticia-97-Penteados-de-Raiz

20 setembro 2010

Trança raiz, Trança rasteira, Trança enraizadas e Trança africana


Esse tipo de trança, coladinha ao couro cabeludo, tem um nome diferente em cada lugar do mundo. Trança nagô, trança raiz,trança agarradinha e por aí vai... 

Resumindo, são traças feitas junto ao coro cabeludo. Você sabia que trançar cabelo é uma técnica antiga, trazida pelos povos africanos?






Veja alguns exemplos de Trança raiz, Trança rasteira, Trança enraizadas, Trança africana, Trança nagô, Trança de carreirinha, Trança agarradinha...



Para sabe mais, clique aqui e descubra as possibilidades desse tipo de penteado e não deixe de dar uma lida na origem das tranças também.

23 fevereiro 2010

Origem da Trança Nagô

A Trança *Nagô* é bastante antiga na África. Esta escultura de argila com trancinhas , por exemplo, é da civilização Nok, da Nigéria e data, de aproximadamente, 500 aC. Nok era uma civilização existente no norte da Nigéria que, no século V a.C. dominava a metalurgia.

O seu extenso legado constitui aquilo que se chama a Cultura Nok. Por razões desconhecidas, esta cultura desvaneceu-se por volta do século II ou III da nossa era.

Cultura Nok é da Idade da pedra e o estilo artístico é uma prova importante das tradições culturais pré-coloniais da África Ocidental e também dos antecedentes de uma habilidade posterior: as cabeças humanas de latão e terracota realizadas em Ifé e Benin muitos séculos depois.

Na Idade do Ferro usavam cobre, estanho, bronze e ferro para produzirem seus artefatos com mais resistência. Na Civilização Nok não foi diferente. Fabricavam lanças, machados, artefatos de metais, vasos, esculturas, estátuas e outros de barro e cerâmica. Demonstravam toda a arte africana em seus adereço.





Penteados com tranças na África também abrangem um amplo terreno social: religião, parentesco, estado, idade, etnia e outros atributos de identidade podem ser expressados em penteado. Tão importante quanto o desenho, é o ato da trança, que transmite os valores culturais entre as gerações, exprime os laços entre amigos, e estabelece o papel do médico profissional. Rebecca Busselle, observa: "Como os ocidentais, é difícil para nós, para apreciar o poder comunicativo que é atribuído para o cabelo das mulheres."

Há uma grande variedade de estilos tradicional de tranças africanas, que vão desde as curvas complexas e espirais para a composição estritamente linear este estilo Dan 1939 da Costa do Marfim.

Pode parecer estranho olhar um modelo de trança e comparar como a geometria, mas este estilo de trancinhas é bastante tradicional na África. A matemática faz parte do penteado Africano e, como muitos outros africanos no Novo Mundo (escravidão), o conhecimento ele sobreviveu.

Rei e chefes muitas vezes tinham seus cabelos raspado na captura, ostensivamente por razões sanitárias, mas com o impacto psicológico do ser despojado da própria cultura.

"Restabelecer penteados tradicionais no novo mundo foi, portanto, um ato de resistência, que não poderia ser realizado secretamente."

Termos étnicos como nagôs, angolas, jejes e fulas representavam identidades criadas pelo tráfico de escravo, onde cada termo continha um leque de tribos escravizadas de cada região. Nagô era o nome dado a todos os negros da Costa dos Escravos que falavam o ioruba.

Os franceses colonizadores do Daomé chamavam os iorubanos de nagôs, que chegaram, em maior quantidade, na cidade de Salvador e tiveram muita influência na formação social e religiosa dos mestiços baianos.

O candomblé, os babalaôs, os babas, as filhas de santo, os instrumentos musicais (tambores, agogôs, arguês, adjás), os cantos da tartaruga, a culinária (vatapá, acarajé, abará, etc), o santuário peji, Exu, Ogum, Oxumaré, Oxóssi, chegaram ao Brasil por intermédio dos nagôs.

O iorubá ou ioruba (Èdè Yorùbá, "idioma iorubá") é um idioma da família linguística nigero-congolesa e é falado ao sul do Saara, na África, dentro de um contínuo cultural-lingüístico, por 22 milhões a 30 milhões de falantes. No continente americano, o iorubá também é falado, sobretudo em ritos religiosos, como os ritos afro-brasileiros, onde é chamado de nagô, e os ritos afro-cubanos (e em menor escala em algumas partes dos Estados Unidos entre pessoas de origem cubana), onde é conhecido também por lucumí.





Na Grécia, e depois em toda a Europa durante a Idade Média, a trança foi adotada pela maioria das mulheres. No início do século XV, com a escravidão das sociedades africanas, o cabelo exerceu a importante função de condutor de mensagens. Nessas culturas, o cabelo era parte integrante de um complexo sistema de linguagem. A manipulação do cabelo era uma forma resistencia e de manter suas raízes.

As tranças serviram como pano de fundo de diversos movimento como, marcha dos direitos civis nos Estados Unidos, o aparecimento de movimentos negros como o Black Power e os Panteras Negras, que lutavam pelos direitos e enalteciam a cultura afro.

African United movimento que visa a volta dos negros as suas raízes. 

Na década de 70, em meio ao movimento hippie, a cultura negra ficou em evidência. Movimentos negros feitos a partir da reunião de seus afrodescentes mostraram a sua marca e cultura. Além do black power, as tranças e os dreadlocks, também se destacaram. O movimento hippie, com sua variedade, possibilitou a diversidade de culturas. E naquela época, os afrodescendentes ficaram em evidência.

Lembrando que os dreads não vieram da Jamaica, do movimento rastafári ou com Bob Marley, e sim da Índia. Mas foram os jamaicanos que propagaram o penteado. Durante a década de 30 surgiram os primeiros arranjos de tranças naquele país, inspirados em fotos de guerreiros massais e somalis da África Oriental. Isso somente entre os seguidores do rastafarianismo ou do movimento religioso rastafári, em que os rastas seguem vários preceitos, entre eles, alimentar-se apenas com produtos naturais (não comem carne vermelha, não bebem álcool, nem fumam tabaco). A palavra dreadlock usada pelos rastas vem da união das palavras lock (o penteado com tranças) e dread (a pessoa que usa a trança).


Leia mais sobre dreads clicando aqui.






















O Hip-Hop surgiu como um movimento cultural black predominante na década de 1980 e abraçou as tranças como mais um elemento de protesto e de comunicação. Surgiu mesmo no final da década de 1970, nos Estados Unidos, como forma de reação aos conflitos sociais e à violência sofrida pelas classes menos favorecidas da sociedade urbana.
No Brasil, o movimento Hip-Hop foi adotado, sobretudo, pelos jovens negros e pobres de cidades grandes, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Curitiba como forma de discussão e protesto contra o preconceito racial, a miséria e a exclusão. Como movimento cultural, ele tem servido como ferramenta de integração social e mesmo de re-socialização de jovens das periferias no sentido de romper com essa realidade.

Hoje em dia, as tranças não são usadas só por afro descendentes ou pessoas ligadas com à cultura afro. Na última edição da São Paulo Fashion Week a trança foi destaque nos cabelos de top models e atrizes.


Os cabelos sempre se constituíram como excelente adorno do rosto, tidos historicamente para a mulher como símbolo de sedução e para o homem como demonstração de força. Afrodite cobria sua nudez com a loira cabeleira e Sansão derrotou os filisteus quando recuperou seus fios preciosos.

No Egito antigo os faraós tinham nas perucas formas de distinção social, enquanto que para os muçulmanos manter uma pequena mecha no alto da cabeça era o ponto para que Maomé os conduzisse ao paraíso. Desde os escalpos indígenas até os cabelos das mulheres acusadas de ligação com as tropas alemãs da 2a guerra mundial, a cabeleira dos vencidos foi sempre exibida como troféu.


A Grécia Antiga era requintada em ideais de beleza e de perfeição corporal. Os cabelos, em particular, tiveram o privilégio de um espaço próprio, os salões de cabeleireiro. Um mergulho na história à profundidade do Séc. II a.C, ao encontro das raízes mais profundas da Grécia antiga. Pela criatividade dos gregos surgiram os salões de cabeleireiro.

Curiosidades: *Nago (名護市 -shi) Também é uma cidade japonesa localizada na província de Okinawa.





Se tiver mais informações sobre o assunto e quiser compartilhar com a gente, comente ou mande um e-mail para trancanago@gmail.com. O conhecimento não deve parar!

Fontes:
http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2009/12/civilizacao-nok.html
http://www.robertscabeleireiro.com.br/historia.htm
http://www.igualdaderacial.unb.br/pdf/mulheres.pdf
http://www.palmares.gov.br/005/00502001.jsp?ttCD_CHAVE=281
http://www.vitrinecapital.com/beleza/cabelo/crespos-sim
http://pt.wikipedia.org/
http://angola-africa.forum-ativo.com/
http://www.institutoembelleze.com/professional/

09 fevereiro 2010

Nagô e Geometria

As tranças são ciência e e estão intimamente ligadas à matemática, mais especificamente à geometria. Alguns educadores perceberam que os padrões das tranças representam exemplos de geometria fractal e, a partir disso, desenvolveram softwares que aplicam conceitos geométricos aos penteados afro. Penteados com tranças mostram o uso de quatro conceitos geométricas: translação, rotação, reflexão e dilatação.

O software Cornrow Curves foi posteriormente ampliado por meio dos CSDTs (Culturally Situated Design Tools), que exploram conceitos como escala e iteração, também presentes em esculturas tradicionais de marfim do povo Mangbetu, na África.

Após utilizarem o software, os estudantes foram questionados sobre sua capacidade de trabalhar com escalas interativas em simulações. Segundo Ron Eglash, isso ocorre porque ambos os projetos têm origem em culturas africanas, transformando a matemática e a tecnologia em uma ponte com a herança cultural dos alunos, e não em uma barreira.

O software Cornrow Curves permite aplicar conhecimentos geométricos presentes nas tranças, como as tranças Nagô, possibilitando a criação de simulações digitais desses padrões.




O Curves Cornrow software permite que você use o conhecimento geométrico de penteados com trança, Nagô para criar seus próprios desenhos de trança simulado no computador.

Esse tipo de abordagem está ligado à etnomatemática, um campo de estudo que investiga como diferentes culturas desenvolvem, utilizam e compreendem a matemática em seu cotidiano.

O conceito foi criado pelo matemático brasileiro Ubiratan D’Ambrosio, que defendia que a matemática não é única nem universal na prática, mas construída a partir de contextos culturais, sociais e históricos.


Teste suas habilidades no software Cornrows Curves software


http://www.cynical-c.com/archives/008433.html

Etnomatemática (base teórica principal)

  • Ubiratan D’Ambrosio
    Livro: Etnomatemática: Elo entre as tradições e a modernidade
     Obra central que define o conceito e sua aplicação na educação.
  • UNESCO
    Relatórios sobre educação intercultural
     Abordam a importância de integrar cultura e aprendizagem.

Tranças, fractais e cultura africana

  • Ron Eglash
    Livro: African Fractals: Modern Computing and Indigenous Design
     Referência principal sobre fractais na cultura africana (inclui tranças, arquitetura e arte).
  • Cornrow Curves
     Software educativo que aplica geometria às tranças afro.
  • Rensselaer Polytechnic Institute
     Instituição onde Eglash desenvolveu pesquisas sobre etnomatemática e tecnologia.

07 fevereiro 2010

Trança Nagô

Trança *Nagô*, trança raiz, trança agarradinha ou trança anagô; não importa o nome dado, afinal de contas todas se resumem a traças feitas junto ao coro cabeludo.

Se você quiser saber mais sobre a origem das tranças, clique aqui.

A criatividade da trancista é fundamental para que o modelo seja feito. São inúmeras possibilidades!

A escolha certa do desenho depende do formato da cabeça e do rosto d cada um, como também o tipo de cabelo e as falhas (se houver) no crescimento do cabelo. Isso deve ser conversado antes com a trancista para o resultado ficar como esperado. E pode ser de  fios sintéticos como lã, jumbo, kanakelon...

Meia Cabeça 
Além das diversas possibilidades de desenhos, ela é feita até a metade da cabeça. Alguns chegam a chamar de 'tiara'. 





Também pode ser feito Trança *Nagô* até a metade da cabeça e o resto com tranças soltas ou rastafári.



Existe também a opção de deixar uma franja com seu cabelo natural ou, até mesmo, trançá-la.








Cabeça inteira
Pode ser feita com o cabelo natural ou com fios sintéticos como lã, jumbo e kanakelon. Lembrando que, para trançar, o cabelo tem que ter 6 a 7 cm de comprimento, ou seja, uns 3 dedos. 

Esse é um tamanho mínimo para que elas durem bastante e não fiquem apertadas ou machuquem. Lembre-se: nagô não é sofrimento! 

Segundo algumas trancistas, o grande segredo está na hora de dividir o cabelo para trançar. É isso que define o ótimo resultado do desenho e não 'sobre' cabelo.








Rabo de cavalo e um coque: os queridinhos das mulheres.











Tem também o moicano:



Nagô dredado

A Trança *Nagô* é feita normalmente e depois, com agulha grossa e sem ponta, é feito o processo de costura da lã em torno da trança. Dessa forma, o desenho é melhor delineando.










Solte a imaginação!!!


As fotos foram retiradas da internet.