TRANÇA NAGO
DREAD
"Moicano" é um corte de cabelo indígena usado por nativos americanos e celtas geralmente raspado dos lados, que alguns (entende-se muitos) anos mais tarde os Punks aderiram o corte. Também existe outro tipo de moicano, o que não é raspado dos lados, só levantado. Este tipo é mais simples, menos chamativo e, quando enjoar, pode voltar ao cabelos "normal".O cabelo que fica no topo da cabeça pode ser pintado, deixando o moicano mais diferenciado e interessante. Uma coisa e certa: Se você está de moicano é porque quer ser olhado. Os olhos naturalmente vão para você, ou melhor para o seu cabelo.
Este penteado requer textura do cabelo duro ou do cabelo crespo, mas alguns produtos podem ajuda a deixar o cabelo "impé". Como gel, laquê, mouse ou até mesmo gelatina sem sabor. o.O

casa. Hoje as coisas já mudaram, os salões já tem tudo. Mas mesmo assim você ainda não achou aquela miçanga. Te juro, é fácil! Lojas que vedem bijuterias, coisas para artesanato, lojas para pesca e em lojas de artigos para umbanda. São lugares onde certamente vai encontrar inúmeros modelos. É só procurar o que combina mais com o seu penteado.
Um guiazinho básico!



A Trança *Nagô* é bastante antiga na África. Esta escultura de argila com trancinhas , por exemplo, é da civilização Nok, da Nigéria e data, de aproximadamente, 500 aC. Nok era uma civilização existente no norte da Nigéria que, no século V a.C. dominava a metalurgia.
Penteados com tranças na África também abrangem um amplo terreno social: religião, parentesco, estado, idade, etnia e outros atributos de identidade podem ser expressados em penteado. Tão importante quanto o desenho, é o ato da trança, que transmite os valores culturais entre as gerações, exprime os laços entre amigos, e estabelece o papel do médico profissional. Rebecca Busselle, observa: "Como os ocidentais, é difícil para nós, para apreciar o poder comunicativo que é atribuído para o cabelo das mulheres."
Há uma grande variedade de estilos tradicional de tranças africanas, que vão desde as curvas complexas e espirais para a composição estritamente linear este estilo Dan 1939 da Costa do Marfim."Restabelecer penteados tradicionais no novo mundo foi, portanto, um ato de resistência, que não poderia ser realizado secretamente."
Termos étnicos como nagôs, angolas, jejes e fulas representavam identidades criadas pelo tráfico de escravo, onde cada termo continha um leque de tribos escravizadas de cada região. Nagô era o nome dado a todos os negros da Costa dos Escravos que falavam o ioruba.African United movimento que visa a volta dos negros as suas raízes.
Lembrando que os dreads não vieram da Jamaica, do movimento rastafári ou com Bob Marley, e sim da Índia. Mas foram os jamaicanos que propagaram o penteado. Durante a década de 30 surgiram os primeiros arranjos de tranças naquele país, inspirados em fotos de guerreiros massais e somalis da África Oriental. Isso somente entre os seguidores do rastafarianismo ou do movimento religioso rastafári, em que os rastas seguem vários preceitos, entre eles, alimentar-se apenas com produtos naturais (não comem carne vermelha, não bebem álcool, nem fumam tabaco). A palavra dreadlock usada pelos rastas vem da união das palavras lock (o penteado com tranças) e dread (a pessoa que usa a trança).

Os cabelos sempre se constituíram como excelente adorno do rosto, tidos historicamente para a mulher como símbolo de sedução e para o homem como demonstração de força. Afrodite cobria sua nudez com a loira cabeleira e Sansão derrotou os filisteus quando recuperou seus fios preciosos.
As tranças são ciência e e estão intimamente ligadas à matemática, mais especificamente à geometria. Alguns educadores perceberam que os padrões das tranças representam exemplos de geometria fractal e, a partir disso, desenvolveram softwares que aplicam conceitos geométricos aos penteados afro. Penteados com tranças mostram o uso de quatro conceitos geométricas: translação, rotação, reflexão e dilatação.Após utilizarem o software, os estudantes foram questionados sobre sua capacidade de trabalhar com escalas interativas em simulações. Segundo Ron Eglash, isso ocorre porque ambos os projetos têm origem em culturas africanas, transformando a matemática e a tecnologia em uma ponte com a herança cultural dos alunos, e não em uma barreira.
O software Cornrow Curves permite aplicar conhecimentos geométricos presentes nas tranças, como as tranças Nagô, possibilitando a criação de simulações digitais desses padrões.

Esse tipo de abordagem está ligado à etnomatemática, um campo de estudo que investiga como diferentes culturas desenvolvem, utilizam e compreendem a matemática em seu cotidiano.
O conceito foi criado pelo matemático brasileiro Ubiratan D’Ambrosio, que defendia que a matemática não é única nem universal na prática, mas construída a partir de contextos culturais, sociais e históricos.











