31 janeiro 2011

IV Seminário de Inserção e Realidade Parte1 de6

A onde estão os negros ?
Por: Fábio Alves

Teve inicio no dia 25 desde mês a IV edição do Festivalafro na Academia Brasileira de Letras. O evento trata da cultura negra em geral com shows, seminários e oficinas. O IV Seminário de Inserção e Realidade foi um evento meio conturbado por uma serie de motivos. Calma já falo sobre isso...

Os temas dos seminários foram O negro na literatura, Repensando o negro, O Negro e as Artes Cênicas; para discutir os assuntos foram chamados professores, doutores, escritores, pesquisadores, diplomatas, poetas, produtores. São eles: Domício Proença Filho, Alberto da Costa e Silva, Salgado Maranhão, Joel Rufino dos Santos, Muniz Sodré, Carlos Alberto Medeiros, Haroldo Costa, Luiz Antônio Pilarw e Hilton Cobra.

Desde que saiu a lista dos nomes dos palestrantes do seminário, ouve uma grande discussão, pois não havia nenhuma mulher como palestrante, nenhuma representatividade da ala feminina. Isso acabou gerando um movimento muito forte na internet, mais especificamente no facebook.


imagens facebook: Luiz Carlos Gá

“É uma questão de invisibilidade, quando você não consegue pensar nomes de mulheres e passa batido três mesas só com nomes de homens e que você não consegue nem visibilizar a mulher negra, não consegue nem pensar nela enquanto agente de formação de conhecimento”, conta Luanda Ribeiro do Nascimento, consultora social, de 27 anos.

O primeiro dia das palestras foi tenso. Muitos queriam saber como seria o desenrolar dos seminários e se perguntavam a todo o momento se não teria nenhuma mulher negra na bancada. Se a mulher negra não participa do evento, porque usar uma foto de uma mulher negra? Enfim, foram muitos questionamentos nos corredores.

A revolta com a organização do evento era perceptível pela falta de melanina na platéia. Apesar das articulações para contornar a situação, foi notória a não participação de negros e negras no primeiro dia de palestra. Não foi dado o devido cuidado ao evento como vocês também podem ler no texto da Camila Marins - Respeito aos profissionais “sem veículo”

Milton Gonçalves, orador e coordenação dos seminário, tentou se retratar e pediu desculpas logo no início do evento e culpou a falta de tempo hábil para produzir pela (des) organização. Disse ele que normalmente esse evento acontece todos os anos no mês de Novembro juntamente com as comemorações do dia 20, dia da Consciência Negra. Por essa correria, toda acabaram convidando pessoas mais próximas e com calendário mais flexível.



Milton, então, sugere que, de forma democrática, a platéia cite nomes de mulheres para representar a mulher negra e participar da mesa. Foram citados nomes como o da Professora Dulce, que compôs a bancada no primeiro dia e Aduni Benton e Iléia Ferraz nos dias seguintes, respectivamente.

“A reparação só houve porque houve um grito anterior, se não houvesse esse grito, passaria do jeito que estava”, afirmou Nina Silva, coordenadora da ONG Estimativa.

Dentro dos assuntos discutido, blocos frenéticos eram preenchidos por anotações a todo o momento. O tema do primeiro dia foi "O negro na literatura" e foram discutidos dois pontos fundamentais, a literatura sobre o negro e a literatura do negro. Sobre a produção, Salgado Maranhão, ressaltou as dificuldades de se publicar livros. Para fechar esse primeiro dia, o público escutou o poeta Salgado Maranhão declamando o poema de sua autoria "Negro Sou".


Por: Fábio Alves

28 janeiro 2011

Na minha família não tem Sapo. . . parte 1 de3

Por Agnes Maria

Venho de uma família grande, unida e muito bagunceira como convém a toda a família desse porte, neles encontrei minhas referencias para tudo, meus heróis, minhas bases, meu conceito de beleza. Afinal o ser humano busca isso no dia a dia para construir sua personalidade.

Veja bem, quando crianças, suspiramos com a mulherMaravilha e com o superHomem, vibramos ao som da Angélica e da Xuxa, e sempre sonhamos em ser paquitas ou modelo, suspiramos com as princesas da Disney, Barbie, e outras bonecas loiras e rosadas.

Crianças sempre buscam heróis, e comigo a historia não foi diferente, o mais parecido era o saci, que era pretinho, mas era bem safado, não tinha uma perna e fumava um cachimbo. Desisti de procurar exemplos na mídia e no folclore e me inspirei na minha própria família.

Fui crescendo, e na escolinha quando brincavam com meu cabelo de trancinha (os bonzinhos), ou faziam algum comentário maldoso (os malvados), comecei a me perguntar por que não havia bonecas negras, ou algo que me fizesse acreditar na beleza da minha etnia. Mais uma vez por intervenção da minha família aprendi a valorizar diferenças, exaltando-as e não me afundando em criticas. Como uma prima, por exemplo, cortou seus cabelos por que eles não eram como os da Barbie.

Ao lado da minha família presenciei casos de racismo, discriminação, e preconceito, quando enfrentei cada um deles, encontrei nela a base para me fortalecer e aprender que o ser humano é diferente.


LEIA A
PARTE2


Por Agnes Maria

27 janeiro 2011

Imagine uma menina com cabelos de Brasil…

Via: Luana Nunes !



O cabelo, a fronteira final.
Entre caretas e escovas,
as viagens em busca de aceitação.

Duração: 00:10:00
História, roteiro e animação: Alexandre Bersot
Edição: Alexandre Bersot
Produção: Alexandre Bersot e Monica Henze
Ano de produção: 2010


fonte:http://www.alexandrebersot.com.br/

26 janeiro 2011

Dreads no calor do verão... #parte 1 de2

...pelo menos os dreads secam rápido.
Por: Fernanda Moraes


Pois é, pra quem tem dread o verão pode não ser tão bom assim... Eu adoraria dar infinitas #dicas pra quem tem dread, como eu,mas cada um sabe o cabelo que tem. Cada dread é um dread: Demora a travar, desfia mais rápido, a raiz cresce solta, presa, agulha, cera...

Enfim, eu só sei que depois dos dreads, o verão nunca mais foi o mesmo!



Vamos dividir assim, a parte do ano mais fria e a mais quente. Porque o que um dreadlock não faz no inverno, com certeza absoluta ele vai exagerar (mas não muito também, né?) no verão:Água. A inimiga número um de qualquer dread!

Bom, mas também não levem tão ao pé da letra,vai... Não vamos baixar o nível e começar aquele papo babaca de que dread é sujo. Mas é no verão que nós podemos nos dar o luxo de lavar a juba todo dia, sem o medo de não secar e acabar... Humm, éca.. MOFANDO!

É, gatinha... Dread dá um trabalhão!

Voltando a parte da água... Se eu pudesse dar alguma dica, eu dava. Mas eu já disse aqui no Trança*Nagô* que remédio bom pra dread é sabão de coco.E só.Claro, vale um xampuzinho e tal... Mas nada (NUNCA!!!) de creme, condicionador, hidratante... Porque é ai que começa o problema. Ou os problemas. Eu não saberia listar todos, até porque graças a Deus minha jubinha nunca fez feio, mas com cremes e condicionadores o couro cabeludo fica mais oleoso,e ai vem a caspa... É o processo natural.

Eu sei, eu sei: sabão de coco não tem um cheiro muito agradável. Mas ai tem o pulo do gato, uma dica fácil, fácil pra quem não usa shampoo, ou usa algum tipo sem cheiro bom: Canela! É. Aquela em pau mesmo...pega uma, duas e coloca numa panela com um litro d'água...Ferveu, espera esfriar e joga como última água no cabelo. Além de ficar um cheiro ótimo, vale como, huuum, uma parada afrodisíaca (simpatia modo on TOTAL).

Muita dica pra dread rola também pra quem não tem dread. Hidratação é a palavra-chave pra qualquer dreadlock, e como a maioria de nós não usa nada químico no cabelo, apelamos pra "cosméticos" naturais. É a boa! Te garanto!
No próximo post, vou falar sobre como matar um pouco do calor (sem água) fazendo uns penteados legais pra dreads.

Não pegou o pulo do gato, tá com dúvida? É só escrever aqui embaixo nos coments e perguntar. E se alguma dreadlock se prontificar, é só entrar em contato, dicas são sempre bem vindas!

Beijos, meninas das jubas lindas!

Jorge Aragão - Cabelo Pixaim



Na palma da mão, na palma da mão...

Quero teu amor crioula, crioula !!!
Por favor não seja tola
Pra que serve então amar (Lalauê Lalaiá)
Se você não sabe o que é se dar, pra alguém da cor

Olha eu sou da pele preta, graças à Deus
Bem pior pra se aturar, p
ra se aturar
Mas se me der na veneta
Quero ver alguém amar
Mais do que eu

É do cabelo, cabelo pixaim
Eu quero você ligada só em mim

É do cabelo, cabelo pixaim

Eu quero você ligada só em mim

21 janeiro 2011

Explosão de cabelo

Este anúncio foi feito para o GOT2B, gel de cabelo. A proposta da campanha era Explosão de Volume e parece que eles conseguiram realmente mostrar com esse layout uma explosão de cabelos com pequena cabeça no fundo da página e preenchendo o restante da folha com... cabelo! Bem, ainda não usamos para saber se é bom ou não. Mas como é um produto que é mais vendido lá fora... uma dica gringo... GOT2B, #mandaprarenty! O anúncio foi criado pela BBDO CLM - Paris com direção de criação de França Bizot, Fichteberg Gilles e Jean-François Sacco. A grande fotografia foi captada por Félix Larher. Maneiríssimo!




Fonte:http://kissmyblackads.blogspot.com/

20 janeiro 2011

Minha primeira vez . . .

"...uma coisa simples faz um efeito maravilhoso..."


Por: Graziela Gama


Acho que tinha o mesmo medo de todo mundo. Afinal, primeira vez é primeira vez... Se ia doer, em que posição eu deveria ficar, se ia ser perfeito. Muitos ‘se’ na minha cabeça e eu doida pra mandar ver e acabar logo com isso. Pra mim, já estava virando um problema nunca ter experimentado tal coisa. Ficar perto, falar sobre isso e nunca ter feito, era vergonhoso.

Foi aí que conheci o Uellington. Ah, o Uellington... Um rapaz cheio de estilo, simpático e de mãos que parecem mágicas! Que mãos! Quando o vi, fiquei meio apreensiva, esperei ele preparar tudo enquanto eu esperava a melhor hora para abordagem perfeita.

Cheguei nele e disse em alto e bom tom: Me trança! Ele fez aquela cara de quem já estava acostumado a ouvir esse tipo de coisa. Mostrou-se interessado e mandou eu sentar em um local bem confortável para que ele começasse os trabalhos.

você está lendo #grazifala
falo mesmo

Nessa hora senti uma coisa se formando na minha cabeça, não sabia bem o que era, só sei que estava gostando de estar ali, sentindo aquilo. E ia crescendo, crescendo e ele super concentrado no que estava fazendo. Wellington mexeu com a minha cabeça e com minha alma, afinal eu estava aflorando naquele momento, me abrindo para um outro tipo de experiência.

A experiência é única, mas ainda não tive uma segunda vez. Espero que seja tão especial quanto a primeira, mas dessa vez quero curtir coisas diferentes. Fazer uso de umas coisas mais psicolicas e ir até o final, porque de primeira fica meio difícil, não é?


"Cabeleireiro, não, cirurgião capilar!" Às vezes uma coisa simples faz um efeito maravilhoso, como foi a primeira vez que fiz, fiquei meio assim de estranhar, mas quando vi no espelho fiquei enlouquecida! Quero no meu cabelo todo! (LEIA+)



Por: Graziela Gama

19 janeiro 2011

PRA BOTAR NO CABELO

Não é só de "nossa que estilosa", vive um cabelo black.

Por: Élida Aquino

O black é extremamente vantajoso, claro. Mas não é só de ‘nossa, que estilosa!’ que ele sobrevive. Às vezes acontece de não ter ideias pra inovar e quando rola um casamento ou festinha e você não quer aparecer com #amesmacaradetododia bate aquela crise. Se identificou? =D Então nesse post vamos dividir o que insPIRA um pouco. Meninas black power, conhecidas ou não, que de uma forma simples fazem toda diferença e (como de costume) mandam muito bem. Aprecie, sem nenhuma moderação


Combina com todas as ocasiões, e dependendo da forma como for ‘ajeitado’ fica diferente. Nesse caso dê um espaço maior para os acessórios, maquiagem e looks.






















Pra dar forma ao cabelo e sair da mesmice dos cachos, já que permite uma infinidade de possibilidades. Indispensável mesmo é usar um bom leave-in ou mousse pra definir bem.


Pros dias de calor ou pra um evento mais luxuoso. Fica legal com acessórios maiores.



É raro encontrar uma menina black power que não tenha. E com razão, já que mesmo as mais simples dão graça ao cabelo. Só não esqueça de equilibrar com a roupa e outros acessórios pra não ficar over e parecer uma árvore de Natal.






















Dá uma cara mais romântica para as produções. A regra é a mesma das flores: ouse, mas na medida certa.


























Mil opções em um pedaço de pano. É só amarrar de um jeito novo e você terá outra faixa, tipo as estilosas aqui do lado.



























Um dos queridinhos fashionistas do momento. Mesmo parecendo exótico, não precisa ter nenhuma vergonha de usar. Do mesmo jeito das faixas as amarrações diferentes deixam tudo com outra cara, como o da Isabel Filardis, por exemplo, em tons bem neutros e acessórios que somaram.




Aí eu criei. E fui assim.

1- Usei chitão retangular. Fiz um coque despojado (se não der pra fazer um coque, vai com ele solto mesmo), depois amarrei de trás para frente. Do nó fiz uma flor(?) presa com grampos. Usei argolas, mas ficaria melhor com brincos pequenos.

2- Turbante(?) com lenço, do jeito mais fácil de fazer. Prendi o cabelo antes, pra não ficar um volume estranho. Depois o lenço com as pontas na lateral da cabeça e um nó que virou um coque feito de lenço (rs).

INSPIREM-SE. :*





Nao deixe de ler um pouco sobre
Turbantes

Por: Élida Aquino

18 janeiro 2011

Belos Representantes

Negros no Big Brother Brasil 11

Por: Agnes Maria

Big Brother Brasil 11 que teve inicio na ultima quarta – feira (12) tem entre seus competidores 3 negros, o Jornalista Lucival França, a bailarina e professora de educação física Janaína Santos, e a dançarina e destaque da Beija – Flor Jaqueline Faria, outra participante com traços afros é a cabeleireira Ariadna que é a polêmica em questão do programa por ser transex.

Em outras edições da atração, negros estiveram sempre presentes, mas com uma representatividade opaca, desta vez a direção do programa aposta em 3 participantes com características comunicativas.

Jornalista, baiano, negro e comunicativo, Lucival tem se destacado no programa, feito amigos e causado surpresa ao se assumir gay logo no segundo dia de exibição do BBB, assumiu para uma das integrantes, ter um relacionamento sério na Bahia.


Passista da X-9 paulistana, Janaína foi definida por Pedro Bial como uma pessoa de extremo bom humor, e levou isso na esportiva, dizendo “eu sei que meu bom humor incomoda eu acordo assim”. A jovem que fica feliz e samba é uma figura que promete causar boas risadas aos telespectadores. Vale lembrar que Janaína entrou na casa “mais vigiada”, usando Tranças*Nagô*.

Com uma beleza estonteante Jaqueline Faria é mais tímida. Ao ser questionada por Bial no primeiro dia de programa respondeu com timidez, talvez meio receosa pela chegada na casa. A jovem exibe suas curvas com um corpo espetacular sem falhas e assim como Janaína muito samba no pé, pois é representante da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, a bela negra também já foi dançarina de funk do Bonde Faz Gostoso e do cantor Latino.

A carioca Ariadna causa expectativa nos telespectadores do BBB pela sua condição sexual, comentou com alguns integrantes mais ainda nao falou abertamente sobre sua mudança de sexo, enquanto isso o público aguarda que ela faça a revelação no programa, mas ela já se definiu do sexo feminino e assumiu sua heterossexualidade dizendo gostar apenas de homens. Ela exibe também suas belas curvas femininas foi admirada e cortejada pelos homens da casa.

Logo no 1º paredão do programa 2 negros Janaína Santos, Lucival França, mais Ariadna foram escolhidos para a eliminação. Resta agora acompanhar o programa e ver como se desenvolve a participação dos belos negros escolhidos para moradores do BBB11. Quem sabe não sai desse “Quarteto Fantástico” o primeiro vencedor negro após onze edições do programa.


De quem é seu voto ?

EU VENCI parte2 de2

Imigrante brasileira na África do Sul contou sobre sua vida no continente africano

Por: Leandro Gaignoux

Traça *Nagô* - A senhora viveu o auge do apartheid, como foi conviver com isso?

R: Eu quase não presenciei nada, porque a mulher ficava mais em casa, mas meu marido viu diversas vezes no trabalho. Os sul-africanos brancos judiaram muito dos negros. No fim do expediente eles se sentavam e faziam os negros tirarem os sapatos deles, e se não tirassem, apanhava. Se alguma ferramenta sumisse, eles apanhavam de chicote na sala do supervisor.

TN- Senhora chegou a passar por algum problema desde que chegou ou algum tipo de discriminação?

R: Não sofri, sabe por quê? Eu trato eles muito bem, durante um tempo trabalhei em um açougue, sempre fui respeitada e bem tratada. Vinham na minha casa, não havia discriminação. Meu marido chamava os negros que trabalhavam com ele para vir aqui em casa, sentavam no sofá, comiam uns aperitivos, nós nunca separamos. De jeito nenhum posso falar mal deles.

TN- No Brasil a nossa situação racial é muito diferente, todo mundo vivendo misturado sem maiores problemas. Como é conhecer os dois extremos?

R: Eu tenho muita pena, o negro tem o mesmo direito que nós. Se eu cortar meu dedo a cor do sangue é vermelho, não é azul, nem branco. Agora você pode ir ao mercado e reparar, o branco leva a cestinha enquanto o negro está com o carrinho cheio. A situação está mudando.

Leandro Gaignoux diretamente da
África do Sul

TN- Quantos anos tinham seus filhos quando vieram para cá? Eles sentiram a mudança?


R: Minha filha tinha doze anos e o menino dez. Sentiram bastante, não falavam nada, a menina chorava dizendo que não entendia nada que era falado na escola. Mas eu sempre falava que ela iria aprender, as professoras sempre foram dedicadas, sabiam que éramos imigrantes, então tinham paciência.

TN- Eles estudavam em colégio inter-racial ou separado?


R: Eu coloquei em um colégio que tinha tanto negros e brancos. Mas geralmente eram mais brancos, era difícil ter muito negro nas escolas.

TN- E seus filhos, crianças com os pensamentos em formação, como lidaram com o apartheid? Ficavam neutros ou tinham um lado preferencial?

R: Meu filho não, a menina era um pouco e no começo ela era da teoria de que cada um para o seu lado, mas hoje em dia isto mudou. Eu dizia assim: Filha eles são gente igual a nós, não pode ser assim não.

TN- Existiam muitos brancos lutando pelos direitos dos negros?

R: Existiam pessoas normais como nós, mas gente grande como fazendeiros, empresários não tinha não.

TN- Notícias sobre os acontecimentos do Apartheid nos centros urbanos eram bem comuns, mas nas áreas rurais onde geralmente os pensamentos das pessoas costumam ser mais fechados, Como era cenário por nestas regiões?

R: Os fazendeiros afrikaans (brancos descendentes de holandeses) são muito racistas. Se eles arrumavam uma família para trabalhar na fazenda, a mulher ia para casa, o filho ia para o campo e o negro tinha que dar suas filhas para o patrão. Era de mais.

TN- Ao fim do regime segregacionista, qual era o sentimento popular entre negros e brancos?

R: Foi uma farra por parte dos negros, já os brancos ficaram chateados e receosos com o que poderia acontecer no futuro, era um novo cenário.

TN- Nelson Mandela é uma pessoa muito respeitada não só na áfrica, mas também no mundo. Como a senhora viu as atitudes tomadas por ele no tempo em que governou este país?

R: Mandela é querido no mundo inteiro, mas acho que ele estragou este país no sentido de liberdade. Poderia ter concedido desde o começo, não completamente, ele acabou abrindo as portas. Eu falava para o meu marido que o meu sonho era poder ir no parlamento para dar um abraço no Mandela.

TN- Muitas pessoas dizem que após o Apartheid a figura respeitada do Mandela impediu um novo conflito racial e que este país seria um barril de pólvora preste a explodir novamente. A senhora concorda?

R: Eu acho que não, o cenário é outro e para mim as cabeças de hoje em dia são diferentes. Você vê muitos negros e brancos namorando, naquela época se acontecesse certamente seriam discriminados e punidos. Antigamente as empregadas tinham um quarto e um banheiro para elas, os brancos iam lá, se a polícia pegasse a pena seria pesada.


TN- A senhora juntamente com os imigrantes que vieram tentar a vida se sentem parte responsável pelo crescimento deste país
?

R: Eu acho que sim, por que não tinha nada e eles construíram estradas, represas, toda uma estrutura. Meu marido trabalhou três anos em uma barragem, foi uma aventura que com certeza que a gente nunca esquece.

TN- Que recado a senhora dá para quem deseja fazer esta aventura que a senhora fez?

R: Que pense bem antes de tomar alguma atitude, pois hoje em dia o cenário é diferente em relação a quarenta e seis anos atrás.

Dirce Carvalho Feliceti, Imigrante brasileira na África do Sul a 46 anos.

17 janeiro 2011

Grupo Inquérito -#MUDANÇA

"É som de ladrão,sim.É som de bandido..."

Por: Fernanda Moraes


Indo direto ao ponto. Metendo o dedo na ferida. É assim que posso descrever o novo trabalho do grupo de RAP paulista Inquérito, formado pelo MC Renan, Dj Rodrigo e Pop Black.



Na cena do Rap Nacional há alguns anos, o Rap seco/direto desse grupo chegou á mim por um amigo, lembro de ouvir o primeiro CD e ficar perplexa com tamanha qualidade do som. Coisa que há muito tempo não ouvia no Rap Nacional. Virei fã!

E agora, algum tempo depois, estou eu neurótica com o reply do meu ipod: Fresquinho, fresquinho o novo CD do Grupo Inquérito ultrapassou as expectativas. As minhas, pelo menos.

O nome do novo trabalho é MUDANÇA e quem ouve o papo mais do que reto do Renan logo na introdução do CD, não precisa de explicações...

"Ai, eu sou mais um da geração da mudança, que vem mudando regras, padrões, pensamentos, pessoas. Geração que mostrou pro mundo um novo jeito e fazer música: PUM PÁ! Uma batida seca, uma mensagem áspera, um novo jeito de cantar, pintar, dançar, se vestir.Quando tudo era negado oi preciso mudar: Tirar as artes da galeria e levar pras ruas, pros muros da cidade, tirar poesia das bibliotecas e levar pro sarau, nas quebradas. Tudo isso sem a força das armas, só com a força da palavra: MUDANÇA!"



E a mudança segue assim,sem ser repetitivo,o CD possuí 20 faixas. Conta com participações especiais como o Grupo Realidade Cruel, DBS, Dexter, Rapadura, Emicida e Cagebê.

O grupo segue uma linha de raciocínio, quem conhece o grupo, pode constatar no novo trabalho, pequenos detalhes que nos fazem lembrar antigas situações, antigas músicas. Mas também posso garantir que quem não conhece o grupo de forma nenhuma irá ficar perdido na história. Coisa que nem todos os Rappers sabem fazer e que eu prezo bastante.

Como uma prévia,o sigle Mister M. foi lançado no começo de 2010.Se você não conhece, deveria. Isso não te é familiar?



Família, amor, amizade, crack, miséria, pobreza, favela, movimento, homenagem ao Hip-Hop. Acima de tudo críticas. Eu posso até me arriscar a falar que, da nova escola, o Grupo Inquérito seja a grande mudança que o Rap nacional precisa. Sinceramente eu torço pra isso!

Como afirma o grupo na faixa com participação do Realidade Cruel, Som pra ladrão:

"É som de ladrão,sim. É som de bandido...Então é som de juiz, de político. Som de Lalau, som de Beira-Mar. É som de Maluf, de Escobar!"

Eu sigo no reply e se ficou curioso, eu indico sempre: http://www.grupoinquerito.com.br Twitter- @grupoinquerito

Por:Fernanda Moraes

16 janeiro 2011

IV Seminário inserção e Realidade



Dia 25/01/11 começa o IV Seminário Inserção e Realidade, os seminários acontecem no auditório da Academia Brasileira de Letras (Av.Presidente Wilson, 203 - Centro RJ), Já os Shows no SESC Ginástico (Av. Graça Aranha, 187 - Centro RJ).

Para maiores informaçoes: http://www.festivalafro.com.br/

14 janeiro 2011

Entrando numa fria maior ainda, com a família

Por: Joyce Pinheiro



O novo filme da trilogia 'ENTRANDO NUMA FRIA', dessa vez 'com a família'(Little Fockers) é tão consistente quanto as outras. Sabe quando você vai assistir a um filme com alta expectativa e este a supera? Pois é exatamente o que acontece com esse filme. Além do elenco espetacular de sempre, o roteiro continua ótimo e muito engraçado.

Dessa vez Gaylord (Ben Stiller) está prestes a se tornar THE GODFOCKER. A analogia ao poderoso chefão não poderia ser melhor. As cenas entre Ben e Robert são melhores ainda nesse filme(destaque para a briga na festa!). Little fockers conta com Jessica Alba no elenco com uma personagem bem... eu diria 'perigueti descontrolada' a fim de atrapalhar o casamento de Gay. Dustin Hoffman e Barbara possuem uma participação menor, mas ver Dustin dançando flamenco não tem preço.

O que não entendi muito bem foi o título pois as crianças não são realmente o destaque da história. A rivalidade entre Greg e Niro continua a mesma e tão engraçada como nos outros. Owen Wilson continua, porém, mais excêntrico que nunca. Eles se superaram com essa continuação. Muito divertido.



Entre as risadas devo destacar a mensagem familiar que o filme passa. Afinal, num mundo louco que vivemos, é bom falar um pouco de valores importantes, nesse caso, a família. O que De Niro deseja é que sua família, ou como ele diz, clã, permaneça bem e protegido. Nesse sentido, há uma frase que o pai de Gay(rsrs) diz que é muito boa e demonstra toda confiança que existe em sua família. Na cena com Jessica na piscina ele diz: "Nós Fockers não agimos assim." Prestem atenção nesse trecho quando assistirem ao filme. Sensacional.

Destaque para o Facebook do filme muito legal.


13 janeiro 2011

EU VENCI parte1 de2

Imigrante brasileira na África do Sul contou sobre sua vida no continente africano

Por: Leandro Gaignoux

Trança *Nagô*- A senhora viveu o auge do apartheid, como foi conviver com isso?
"...Os sul-africanos brancos judiaram muito dos negros. No fim do expediente eles se sentavam e faziam os negros tirarem os sapatos deles, e se não tirassem, apanhava..."

Quinze dias cruzando o oceano Atlântico dentro de um navio, este foi o tempo de viagem para chegar ao destino final: África do Sul, uma terra com uma realidade bem diferente do habitual. Sem dúvida que a incerteza estava presente em todos estes passageiros que no dia 15 de dezembro de 1965 desembarcaram em Cape Town para uma vida nova. Filha de imigrante português e moradora do estado de São Paulo, Dirce Carvalho Feliceti e seu marido, Cosme Feliceti, juntos de seu casal de filhos vieram para África pensando em passar três anos e retornar ao Brasil, mas foram ficando e quando se deram conta, quarenta e seis anos se passaram. De forma tranqüila e descontraída ela nos contou um pouco de sua aventura:

Trança Nagô- Dona Dirce como era sua vida ainda no Brasil?

R: Minha vida no Brasil era boa, a gente tinha uma tinturaria, eu com meu marido e meus filhos. Nós trabalhávamos todos juntos.

TN- A decisão de vir tentar a vida na África do Sul, como surgiu?

R: No Brasil estavam pedindo imigrantes para vir trabalhar aqui, faltava mão-de-obra para trabalhar como mecânico e soldador. Aí meu marido fez a aplicação, demorou, mas acabou saindo. Fomos muito bem recebidos, tínhamos a ajuda da imigração, eles levaram a gente para comprar móveis, arrumaram casa, nunca nos deixaram na mão.


TN- Qual foi a sensação quando soube que a aplicação tinha sido aprovada?

R: A sensação foi boa, tive que vender a minha casa para morar de aluguel até a aplicação ser aprovada. O rapaz que tratava disto nos passou a perna, só pensava em ganhar dinheiro, quando meu marido ia cobrar ele dizia que ainda não tinha uma resposta. Um dia o Cosme se enfezou e falou que se ele não desse a nossa residência ele iria matá-lo. Mas falou por falar, nem revólver meu marido tinha. Na outra semana ele veio com a aplicação, estava tudo pronto, era apenas uma forma de tirar dinheiro da gente.

Leandro Gaignoux diretamente da
África do Sul

TN- Antigamente a África do Sul não era um destino tão procurado como Europa, Estados Unidos, para tentar uma nova vida. A senhora veio com toda a família, não falava inglês, em algum momento bateu a insegurança?

R: O inglês foi difícil. Eu levantava cinco horas da manhã para comprar carne por que não tinha ninguém, eu apontava por que tinha vergonha quando tinha alguém. O que nos salvou foi o Kibazar, lá você colocava a mercadoria no carrinho e só levava na caixa para pagar. Eu tinha um ódio de ir à loja, mulher gosta muito, entrava e lá vinha a vendedora falando: Can I help you? E eu lá sabia o que ela estava falando.

TN- Como foi lidar com o fato de não falar inglês?

R: Era difícil, na época eu fiquei doente, me perguntava como eu iria fazer. Recomendaram uma portuguesa que era interprete e aí peguei o telefone e liguei, mas ela me disse que eu teria que ir buscá-la e deixá-la de táxi. Naquele tempo ela cobrava cinco Rands por hora, era muito dinheiro. Com o tempo eu comecei a pensar a ligar mais para o inglês, meu marido me disse uma vez que se encontrasse revista portuguesa aqui em casa, seja de quem fosse, ele iria rasgar. As portuguesas arrumavam Grande Otelo, Capricho e me emprestavam. Pensei: Ele vai me fazer passar vergonha, imaginei, como vou repor esta revista? Parei e decidi me aprofundar mais na língua. Arrumei uma amiga africana, ela vinha do trabalho e todo dia ia lá em casa, quando eu a via, ficava arrepiada e falava: Meu Deus, e agora? Ela pegava as coisas e me mostrava tudo, toda semana nós íamos fazer compras juntas. Disse que ela poderia me corrigir que eu não iria achar ruim. Aprendi rapidamente e no fim eu venci.



TN- Hoje em dia sente alguma falta do português?

R: Eu gosto muito da nossa língua, quando eu encontro uma pessoa na qual eu posso falar em português é bom. Nós somos diferentes, comunicativos, não sei, nosso coração é diferente, por exemplo: Você não olha para um negro com raiva, você olha com pena, por que agora não é ele que está passando necessidades, mas foram os pais, avós. É uma pena, a África é linda, eu adoro a África do sul. Talvez seja por que tenho meus filhos e netos aqui, não tenho coragem de deixar ela sozinha de jeito nenhum.

TN- Interessante é ver a quantidade de brasileiros que a senhora conhece, nos conte como começou esta relação de amizade?

R: Nós fazíamos pastel e na época o Cosme pediu autorização para o embaixador deixar nós vendermos o pastel na embaixada. O pedido foi concedido e daí comecei a conhecer comandantes, coronéis, funcionários e com isso já estávamos inseridos no ciclo.

TN- Há quarenta e seis anos vivendo aqui, a senhora se sente mais brasileira ou sul-africana?

R: Não gosto do Brasil, vou ser franca. Meu marido se aposentou e nós voltamos para o Brasil, pois ele disse que queria morrer na terra dele. Vendemos tudo que nós tínhamos e saímos da casa somente com as malas. Mas não adiantou não nos acostumamos. Tenho filhos e netos aqui, eles me ligavam e falavam para nós voltarmos. O meu neto me escrevia cada carta. Um natal eles foram passar conosco, lá resolvemos vender tudo de novo e assim voltamos com eles.


(contínua...)

12 janeiro 2011

:: Sorteio Marcia Familycare

Você beeeeem mais linda em 2011!

Seus cachos andam meio sem forma, sem vida e brilho? Ainda dá tempo de deixá-los ma-ra-vi-lho-sos neste verão! O Trança *Nagô* quer deixar você liiinda nesse início de ano e, claro, com os cachos bem definidos.

Shampoo Márcia FamilyCare Cachos Definidos 350ml
+
Condicionador Márcia FamilyCare Cachos Definidos 350ml
=
Você PRONTA para o verão!

1) Seguir o blog (obrigatório)

2) Seguir o twitter da @Marciaonline

3) Divulgar o sorteio, em outra rede social (Orkut, Blog, Twitter, Facebook...) pelo menos em duas redes sociais, e colocar os links de divulgação no formulário; lá nó final

O sorteio será realizado no 31/01 /11 e você tem até o dia 29/01/11 para participar. O vencedor terá até o7/02/11 para responder o email de confirmação!

IMPORTANTE: Se caso, o vencedor não tiver seguido as regras, será realizado seguida a ordem dos numeros sortiados.

Para participar é só preencher o formulário. Ah, e você que mora longe, não tem problema, o Brasil inteiro pode participar!

Regras da promoção:
- A data de término da promoção poderá ser antecipada ou prorrogada mediante comunicação prévia do blog;
- O prêmio é pessoal e intransferível, e em nenhuma hipótese, o vencedor poderá trocá-lo ou recebê-lo em dinheiro ou qualquer outro bem;
- A equipe do Trança *Nagô* não se responsabiliza caso a informação fornecida no email de confirmação não seja correta.
- Caso o sorteado não esteja enquadrado nas regras será desclassificado.
- Caso o sorteado não tenha twitter, avise previamente no post onde colocará o e-mail.
- Este concurso é de caráter exclusivamente cultural, não estando vinculado à compra de produto nem subordinado a qualquer modalidade de sorte (artigo 30 do decreto-lei 70.951/72)



RESULTADO
Meninas e meninos SAiU SAiU SAiU o RESULTADO. Para quem queria MUITO o shampool e o condicionador da Marcia Familycare. Fica na paz, já sorteamos. já temos o nome da ganhadora.

Ela foi uma das primeiras e seguiu todas as regras.

Tivemos 50 participações validas. Teve gente que postou duas vezes, e pessoas que não seguiram as regras. e o Numero sortiado foi o 8.

Agora, vamos a vencedora?
O nome dela é...
JehBlueJeans


10 janeiro 2011

Amy Winehouse in Brazil

Ela já está no Brasil com sua luneta.
Por:Graziela Gama


Ela pode ser bebum, drogada e maluca, mas A-M-A-M-O-S Amy Winehouse! Essa mulher, que é dona de uma voz inconfundível que nos leva para outra década com seu soul, jazz e R&B, venceu cinco categorias do Grammy Awards com seu segundo álbum, Back to Black. O primeiro, Frank, agradou, mas só com o hit Rehab ela chegou ao topo e ao público e eu duvido que voces não saibam cantar!

Amy possui algumas (diversas) tatuagens que parecem terem sido feitas por marinheiros, talvez uma delas realmente tenha sido uma homenagem ao “artista”. Se trata de uma âncora na barriga com a expressão “Hello, Saylor!”, “Olá, marinheiro!”.
Isso te diz alguma coisa?


Ela coleciona tatuagens mais rápido do que ela coleciona prêmios. Olhe as tatuagens mais notáveis! (aqui)

Você está lendo #grazifala

O visual de Amy é com sua voz, inconfundível. Seu deliniador gatinho veio diretamente dos anos 50 e, graças a ela, voltaram com tudo nas makes de 2011. E melhor, coloridos também! Seu cabelo imponente e volumoso pulou essa década, é total anos 60 e também nos mostrou que topete é legal.

E, mais bacana que tudo isso... Ela já está no Brasil com sua luneta! É, foi um dos requisitos para sua vinda, uma luneta.

A artista se apresentou em Florianópolis no dia 8 e tem datas marcas Hoje (10/1) e dia 11/1 para show's na cidade maravilhosa, mas não para por ai Recife dia 13 e São Paulo dia 15, durante o Summer Festival. E uma NOVIDADE, que nao é muito novidade rs, a revelações da soul music que vai abrir os show de Amy no Rio eeeee, aaaaaaa pra lá de performática Janelle Monae.

Janelle Monae é outra que tem um estilo e voz pra lá de inconfundível. Mas esse é outro papo.



BEIJOS me twitta XD

Imagnes retiradas da internet

Por:Graziela Gama
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