05 julho 2010

INVICTUS

Por: Fabio Alves



Recentemente eleito presidente, Nelson Mandela (Morgan Freeman) tinha consciência que a África do Sul continuava sendo um país racista e economicamente dividido, em decorrência do Apartheid. A proximidade da Copa do Mundo de Rúgbi, pela primeira vez realizada no país, fez com que Mandela resolvesse usar o esporte para unir a população. Para tanto, chama para uma reunião Francois Pienaar (Matt Damon), capitão da equipe sul-africana, e o incentiva para que a seleção nacional seja campeã.

Mais do que um filme sobre Rúgbi, conta um pedaço da história desse lindo país chamado África do Sul. Imagens em ritmo documental contextualizam rapidamente a segregação histórica na África do Sul. A partir daí, “Invictus” se concentra na estratégia política defendida por Mandela: aliar os povos de diferentes raças que habitam o país, ao invés de instigar ainda mais o ódio e as barreiras entre eles A trilha sonora com elementos da cultura local engrandece esse momento poderoso do filme.

Destaque, claro, para a atuação de Morgan Freeman, que na minha opinião não teria outro ator negro com a carga dele para fazer esse papel.


Confesso que demorei muito pra criar coragem e escrever qualquer coisa sobre esse filme. Não é preciso conhecer muito de mim para saber que eu sou completamente apaixonado pela a África. No entanto, o filme Invictus é apenas um bom filme. Calma, calma que vou falar o porquê.

Uma das cenas finais do filme, o time da África do Sul já está na final da Copa do Mundo de Rúgbi, Mandela fala a seguinte frase: “Já chegamos tão longe, não podemos desistir, esse país tem fome de grandeza.” ao ser questionado que o time talvez não seja campeão.

Invictus é um bom filme, está muito aquém na representatividade do que a África realmente é e apenas uma parcela dessa gigantesca história. É bem isso, chega de negarem a África ela tem que ser celebrada, filmada, colocada como cede de eventos, acho que agora, já está mais do que provado que esse continente é capaz.

Uma curiosidade sobre o filme é a dança Maori. A performance de intimidação no início dos jogos de Rugby da seleção da Nova Zelândia (All Blacks), que costuma antes de seus jogos executar uma Haka específica chamada Ka Mate.

Dança Haka. Pra quem gosta um pouco de Rabby já deve ter visto essa dança. O Haka são todas as danças típicas do povo Maori em que os homens se colocam à frente das mulheres. Estas fazem o apoio das vozes nas costas dos homens. É uma dança que demonstra a paixão, o vigor masculino e a identificação com a raça. É usada tanto para dar boas vindas a visitantes quanto para intimidação de tribos inimigas.



A copa do mundo de Rúgby teve um papel importante pra unir a África do Sul, já a Copa do Mundo de Futebol está tendo o papel de mostrar não só esse país com um conteúdo riquíssimo que é a África do Sul, mas sim um continente grandioso.

2 comentários:

  1. Eu assisti esse filme e achei legal, mas achei ele pouco consistente. Na verdade até hoje eu ñ sei qual é o foco principal do filme, é o hugby, é o Mandela, é a Africa... enfim, mas vale a pena assistir.

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  2. Aind não assisti, mas senti a maior vontade depois desse texto. Parabéns! (:

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