09 abril 2010

A onda (Die Welle, Alemanha, 2008)

Por: Joyce Pinheiro


Sinopse:
Professor propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo. Em pouco tempo, seus alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, o professor decide interrompê-lo, mas descobre ser tarde demais.

FICHA TÉCNICA

Título em Português: A Onda
Título Original: Die Welle
Gênero: Drama
Duração: 100 min
País/Ano: ALE/2008
Direção: Dennis Gansel
Roteiro: Dennis Gansel
Elenco: Jördis Triebel, Jürgen Vogel, Maik Solbach, Martin Feifel, Anja Leppehof, Nina Petri, Julia Beerhold, Sebastian Rüger, Alina Schrader, Moritz Macher, Hinnerk Schönemann, Karin Neuhäuser, Steffen Schroeder, Arved Birnbaum, Martina Eitner, Fritz Roth, Bruno Schmitz, Mariel Jana Supka e Ute Paffendorf


Resenha:

O filme é uma refilmagem que começa com uma aula de história sobre a Alemanha nazista. O assunto gera polêmica e perguntas dos alunos, o professor então, tem a idéia de implantar a atmosfera nazista na sala de aula. Mas a experiência toma grandes proporções. A história é baseada em fatos ocorridos nos EUA, onde o professor Ron Jones da Cubberley High School em Palo Alto, na Califórnia, ensinava história, decidiu iniciar o experimento para mostrar como alguns alemães alegaram ignorância sobre o massacre dos judeus. O movimento criado por ele foi chamado de A Terceira Onda. Depois disso houve o filme de 1981, livro e musical.

O filme é bastante interessante e ao mesmo tempo em que chega a ser um pouco didático(poderia passar em escolas), é também muito dramático, o final dessa refilmagem é diferente do primeiro filme. Mas como vivemos uma realidade sensacionalista, A onda não deixa a desejar. É interessante observar a posição dos alemães sobre sua própria história e como não acreditam numa autocracia surgindo novamente.

Quando acabei de assisti-lo me peguei pensando sobre o assunto e comentei com várias pessoas. O assunto é delicado e portanto nos faz refletir. Destaque para o diretor Dennis Gansel, elenco e a ótima trilha sonora. Falando em filmes alemães que nos fazem reletir sobre a sociedade e a juventude, recomendo: Corra, Lola, corra(1998), Adeus, Lênin!(2003) e Edukators(2004).




Por:Joy!
>>>O QUE ESCREVO<<<


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3 comentários:

  1. Parece mesmo ser um bom filmes, daqueles que ficam gravados nas nossas mentes. Boa pedida !!!!

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  2. Olá Joy!
    Como vai?
    Cheguei aqui por causa do Fábio. (Conheço-o pelo twitter, então sempre penso FABIOPALVES, mas isso é um trocadilho mental sem graça alguma).
    Fui lendo e lendo e lendo e cheguei na sua análise sobre a Onda.

    Assisti o filme. Mas como só comentei com meu marido, adorei a perspectiva de vir aqui comentar com vc. Posso?

    Então.
    Eu achei um filme fraco, sabe? Na verdade, ele busca ser forte e impactante, mas acaba caindo naquelas neuroses coletivas, principalmente, pós-holocausto judeu.

    Explico.

    Primeiro não convence muito o professor conseguir revolucionar um turma inteira numa semana. Mas tudo bem, digamos que eles realmente tivessem se "apaixonado" pela causa. Ainda assim, o questionamento surgiria de forma esquisita.

    Fiquei com a impressão de que mais perigoso do que o surgimento de um novo episódio do fascismo. (É isso o que eles levantam e não nazismo). A impressão que fica é que é muito perigoso o povo reunir-se e concordar sobre um mesmo assunto.

    Até que o garoto faça o que faz, não havia nada demais na rotina deles. No meu ponto de vista, claro. Afinal, adolescentes seguem a maioria para se incluir num grupo e serem aceitos desde que o mundo é mundo. Então isso, sozinho, não é motivo para existir um medo de fascismo, certo?
    E mesmo o ato de pixar um símbolo. Nada demais. Vemos pixações variadas a cada esquina aqui e nem por isso ninguém fica maluco da vida com medo de um novo Mussolini ou Hitler ou Médici.

    Acho que o filme (e a audiência) teria ganho mais se levasse o público a refletir que a união faz a força (e não só açúcar). A união é mais capaz de proteger os indivíduos. E que juntos pode haver o debate e a convergência de ideias.

    Isso tudo seria muito mais lógico do que simplesmente criar aquele final extremo, que no fim só deixa as pessoas amedrontadas e mais individualistas.

    Nossa, que imenso testamento!
    Mas daqui beijos e sucesso ao blog!

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  3. É justamente a união que levou ao nazismo, etc!
    E revolução(o nome já diz!)

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