28 fevereiro 2010

Avatar e a diversidade

Por:Agnes Maria

O filme Avatar tão famoso na mídia nos últimos tempos por ser uma super produção dos cinemas, e ser uma inovação no mundo cinematográfico, foi alem disso quando explorou em sua historia a diversidade cultural.

A historia do filme, é repleta de questões antropológicas, como o choque cultural entre povos diferentes. É fácil entender a situação quando comparamos com a historia que já ocorreu diversas vezes por todo o mundo, um exemplo claro é a chegada dos europeus no Brasil, povos indígenas nus, acostumados a tomar banho todos os dias, e em contra partida europeus coberto por roupas, fedidos e doentes após uma longa viajem, nessa situação quem era o estranho pra quem? Quem tiraria proveito de quem ?

Podemos perceber no povo de Pandora, na tribo chamada Na’ Vi, a mistura de todas as etnias oprimidas por todo o mundo, detalhe pequeno afinal são apenas as características dos personagens, mais torna-se um detalhe interessante por que é a partir dele que se pode fazer a junção do filme Avatar, no caso a ficção, para uma historia que se aproxima da nossa realidade a cada detalhe. Para começar a cor da pele já é diferente, os cabelos são todos de trança, os traços físicos dos nativos do planeta são traços negros, acredito que essa ênfase na diferença física, é mais uma grande sacada que completa o sucesso desse filme, quem gostou provavelmente se apaixonou pelos protagonistas, mesmo eles sendo azuis, enormes e de outro planeta.



LEIA TAMBÉM:

O Filme AVATAR Por: Fabio Alves

27 fevereiro 2010

Johnny Andrean | Ponytail Train Handle


A franquia de salões de beleza Johnny Andrean lançou recentemente um produto específico para o fortalecimento dos cabelos. Eles queriam comunicar a novidade com um baixo orçamento, mas com um resultado que gerasse atenção.

Com isso a agência Fortune, da Indonésia, criou uma ação simples nos trens de Jacarta onde colocaram vários rabos-de-cavalo para que as pessoas se segurassem durante a viagem.



Demostrando assim o quão forte seu cabelo poderá ficar ao usar o produto. Uma estratégia eficaz e que impacta. Hoje tudo vira mídia, basta olhar de um ângulo diferente.

FOTE:http://comunicadores.info/

23 fevereiro 2010

Origem da Trança Nagô

A Trança *Nagô* é bastante antiga na África. Esta escultura de argila com trancinhas , por exemplo, é da civilização Nok, da Nigéria e data, de aproximadamente, 500 aC. Nok era uma civilização existente no norte da Nigéria que, no século V a.C. dominava a metalurgia.

O seu extenso legado constitui aquilo que se chama a Cultura Nok. Por razões desconhecidas, esta cultura desvaneceu-se por volta do século II ou III da nossa era.

Cultura Nok é da Idade da pedra e o estilo artístico é uma prova importante das tradições culturais pré-coloniais da África Ocidental e também dos antecedentes de uma habilidade posterior: as cabeças humanas de latão e terracota realizadas em Ifé e Benin muitos séculos depois.

Na Idade do Ferro usavam cobre, estanho, bronze e ferro para produzirem seus artefatos com mais resistência. Na Civilização Nok não foi diferente. Fabricavam lanças, machados, artefatos de metais, vasos, esculturas, estátuas e outros de barro e cerâmica. Demonstravam toda a arte africana em seus adereço.





Penteados com tranças na África também abrangem um amplo terreno social: religião, parentesco, estado, idade, etnia e outros atributos de identidade podem ser expressados em penteado. Tão importante quanto o desenho, é o ato da trança, que transmite os valores culturais entre as gerações, exprime os laços entre amigos, e estabelece o papel do médico profissional. Rebecca Busselle, observa: "Como os ocidentais, é difícil para nós, para apreciar o poder comunicativo que é atribuído para o cabelo das mulheres."

Há uma grande variedade de estilos tradicional de tranças africanas, que vão desde as curvas complexas e espirais para a composição estritamente linear este estilo Dan 1939 da Costa do Marfim.

Pode parecer estranho olhar um modelo de trança e comparar como a geometria, mas este estilo de trancinhas é bastante tradicional na África. A matemática faz parte do penteado Africano e, como muitos outros africanos no Novo Mundo (escravidão), o conhecimento ele sobreviveu.

Rei e chefes muitas vezes tinham seus cabelos raspado na captura, ostensivamente por razões sanitárias, mas com o impacto psicológico do ser despojado da própria cultura.

"Restabelecer penteados tradicionais no novo mundo foi, portanto, um ato de resistência, que não poderia ser realizado secretamente."

Termos étnicos como nagôs, angolas, jejes e fulas representavam identidades criadas pelo tráfico de escravo, onde cada termo continha um leque de tribos escravizadas de cada região. Nagô era o nome dado a todos os negros da Costa dos Escravos que falavam o ioruba.

Os franceses colonizadores do Daomé chamavam os iorubanos de nagôs, que chegaram, em maior quantidade, na cidade de Salvador e tiveram muita influência na formação social e religiosa dos mestiços baianos.

O candomblé, os babalaôs, os babas, as filhas de santo, os instrumentos musicais (tambores, agogôs, arguês, adjás), os cantos da tartaruga, a culinária (vatapá, acarajé, abará, etc), o santuário peji, Exu, Ogum, Oxumaré, Oxóssi, chegaram ao Brasil por intermédio dos nagôs.

O iorubá ou ioruba (Èdè Yorùbá, "idioma iorubá") é um idioma da família linguística nigero-congolesa e é falado ao sul do Saara, na África, dentro de um contínuo cultural-lingüístico, por 22 milhões a 30 milhões de falantes. No continente americano, o iorubá também é falado, sobretudo em ritos religiosos, como os ritos afro-brasileiros, onde é chamado de nagô, e os ritos afro-cubanos (e em menor escala em algumas partes dos Estados Unidos entre pessoas de origem cubana), onde é conhecido também por lucumí.





Na Grécia, e depois em toda a Europa durante a Idade Média, a trança foi adotada pela maioria das mulheres. No início do século XV, com a escravidão das sociedades africanas, o cabelo exerceu a importante função de condutor de mensagens. Nessas culturas, o cabelo era parte integrante de um complexo sistema de linguagem. A manipulação do cabelo era uma forma resistencia e de manter suas raízes.

As tranças serviram como pano de fundo de diversos movimento como, marcha dos direitos civis nos Estados Unidos, o aparecimento de movimentos negros como o Black Power e os Panteras Negras, que lutavam pelos direitos e enalteciam a cultura afro.

African United movimento que visa a volta dos negros as suas raízes. 

Na década de 70, em meio ao movimento hippie, a cultura negra ficou em evidência. Movimentos negros feitos a partir da reunião de seus afrodescentes mostraram a sua marca e cultura. Além do black power, as tranças e os dreadlocks, também se destacaram. O movimento hippie, com sua variedade, possibilitou a diversidade de culturas. E naquela época, os afrodescendentes ficaram em evidência.

Lembrando que os dreads não vieram da Jamaica, do movimento rastafári ou com Bob Marley, e sim da Índia. Mas foram os jamaicanos que propagaram o penteado. Durante a década de 30 surgiram os primeiros arranjos de tranças naquele país, inspirados em fotos de guerreiros massais e somalis da África Oriental. Isso somente entre os seguidores do rastafarianismo ou do movimento religioso rastafári, em que os rastas seguem vários preceitos, entre eles, alimentar-se apenas com produtos naturais (não comem carne vermelha, não bebem álcool, nem fumam tabaco). A palavra dreadlock usada pelos rastas vem da união das palavras lock (o penteado com tranças) e dread (a pessoa que usa a trança).


Leia mais sobre dreads clicando aqui.






















O Hip-Hop surgiu como um movimento cultural black predominante na década de 1980 e abraçou as tranças como mais um elemento de protesto e de comunicação. Surgiu mesmo no final da década de 1970, nos Estados Unidos, como forma de reação aos conflitos sociais e à violência sofrida pelas classes menos favorecidas da sociedade urbana.
No Brasil, o movimento Hip-Hop foi adotado, sobretudo, pelos jovens negros e pobres de cidades grandes, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Curitiba como forma de discussão e protesto contra o preconceito racial, a miséria e a exclusão. Como movimento cultural, ele tem servido como ferramenta de integração social e mesmo de re-socialização de jovens das periferias no sentido de romper com essa realidade.

Hoje em dia, as tranças não são usadas só por afro descendentes ou pessoas ligadas com à cultura afro. Na última edição da São Paulo Fashion Week a trança foi destaque nos cabelos de top models e atrizes.


Os cabelos sempre se constituíram como excelente adorno do rosto, tidos historicamente para a mulher como símbolo de sedução e para o homem como demonstração de força. Afrodite cobria sua nudez com a loira cabeleira e Sansão derrotou os filisteus quando recuperou seus fios preciosos.

No Egito antigo os faraós tinham nas perucas formas de distinção social, enquanto que para os muçulmanos manter uma pequena mecha no alto da cabeça era o ponto para que Maomé os conduzisse ao paraíso. Desde os escalpos indígenas até os cabelos das mulheres acusadas de ligação com as tropas alemãs da 2a guerra mundial, a cabeleira dos vencidos foi sempre exibida como troféu.


A Grécia Antiga era requintada em ideais de beleza e de perfeição corporal. Os cabelos, em particular, tiveram o privilégio de um espaço próprio, os salões de cabeleireiro. Um mergulho na história à profundidade do Séc. II a.C, ao encontro das raízes mais profundas da Grécia antiga. Pela criatividade dos gregos surgiram os salões de cabeleireiro.

Curiosidades: *Nago (名護市 -shi) Também é uma cidade japonesa localizada na província de Okinawa.





Se tiver mais informações sobre o assunto e quiser compartilhar com a gente, comente ou mande um e-mail para trancanago@gmail.com. O conhecimento não deve parar!

Fontes:
http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2009/12/civilizacao-nok.html
http://www.robertscabeleireiro.com.br/historia.htm
http://www.igualdaderacial.unb.br/pdf/mulheres.pdf
http://www.palmares.gov.br/005/00502001.jsp?ttCD_CHAVE=281
http://www.vitrinecapital.com/beleza/cabelo/crespos-sim
http://pt.wikipedia.org/
http://angola-africa.forum-ativo.com/
http://www.institutoembelleze.com/professional/

09 fevereiro 2010

Nagô e Geometria

As tranças não são tão complicadas do que se pensava. As tranças estão ligadas intimamente com a matemática mais precisamente com a geometria.Alguns educadores perceberam que as tranças eram um grande exemplo de geometria fractal, e desenvolveu um software usando geometria aplicada ao penteado afro. Penteados com tranças mostram o uso de quatro conceitos geométricas: translação, rotação, reflexão e dilatação.

Cornrow Curves foi seguido por uma CSDT (Culturally Situated Design Tools) que incidiu sobre dimensionamento iteração nas esculturas de marfim tradicional dos povos da África Mangbetu.

Depois que os estudantes completaram sua experiência com Curves Cornrow software, foi pergutado por que eles pensavam que eram capazes de usar uma escala interativa, tanto para simulações", disse Eglash. "Porque os dois projetos foram retirados de origens Africano, uma indicação de que a matemática e os computadores se tornaram uma ponte potencial de sua herança cultural, ao invés de uma barreira para ela e para esses alunos."



O Curves Cornrow software permite que você use o conhecimento geométrico de penteados com trança, Nagô para criar seus próprios desenhos de trança simulado no computador.

Teste suas habilidades no software Cornrows Curves software

Fontes : http://translate.googleusercontent.com
http://www.cynical-c.com/archives/008433.html

07 fevereiro 2010

Trança Nagô

Trança *Nagô*, trança raiz, trança agarradinha ou trança anagô; não importa o nome dado, afinal de contas todas se resumem a traças feitas junto ao coro cabeludo.

Se você quiser saber mais sobre a origem das tranças, clique aqui.

A criatividade da trancista é fundamental para que o modelo seja feito. São inúmeras possibilidades!

A escolha certa do desenho depende do formato da cabeça e do rosto d cada um, como também o tipo de cabelo e as falhas (se houver) no crescimento do cabelo. Isso deve ser conversado antes com a trancista para o resultado ficar como esperado. E pode ser de  fios sintéticos como lã, jumbo, kanakelon...

Meia Cabeça 
Além das diversas possibilidades de desenhos, ela é feita até a metade da cabeça. Alguns chegam a chamar de 'tiara'. 





Também pode ser feito Trança *Nagô* até a metade da cabeça e o resto com tranças soltas ou rastafári.



Existe também a opção de deixar uma franja com seu cabelo natural ou, até mesmo, trançá-la.








Cabeça inteira
Pode ser feita com o cabelo natural ou com fios sintéticos como lã, jumbo e kanakelon. Lembrando que, para trançar, o cabelo tem que ter 6 a 7 cm de comprimento, ou seja, uns 3 dedos. 

Esse é um tamanho mínimo para que elas durem bastante e não fiquem apertadas ou machuquem. Lembre-se: nagô não é sofrimento! 

Segundo algumas trancistas, o grande segredo está na hora de dividir o cabelo para trançar. É isso que define o ótimo resultado do desenho e não 'sobre' cabelo.








Rabo de cavalo e um coque: os queridinhos das mulheres.











Tem também o moicano:



Nagô dredado

A Trança *Nagô* é feita normalmente e depois, com agulha grossa e sem ponta, é feito o processo de costura da lã em torno da trança. Dessa forma, o desenho é melhor delineando.










Solte a imaginação!!!


As fotos foram retiradas da internet.

03 fevereiro 2010

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